Luís Soveral Varella
Genealogia

Soveral de Grândola e Santiago do Cacém

 

Soveral de Grândola e Santiago do Cacém

 A

1. Manuel de Soveral, nasceu cerca de 1570 e foi morador em Grândola. É bastante provável tratar-se de um parente próximo de Martim Vaz de Soveral, referido em B, dada a relativa proximidade entre Grândola, Santiago do Cacém e Sines, onde este último viveu. Casou com Maria Anes moradora em Grândola.

1.1. Manuel de Soveral, com quem se continua.

? 1.2. [João?] de Soveral, nasceu cerca de 1596 em Grândola e foi morador em Alvalade. Casou com […] Barradas, nascida cerca de 1600. A 12.9.1598 (TT, chancelaria de D. Filipe II, L.7 fl.37), foi emitido um alvará em que um Vicente Barradas, a pedido de Fernão da Silva, membro do conselho de estado do Rei e vedor da sua fazenda, foi encarregue de servir o cargo de meirinho municipal de Lagos que era de Pantaleão Botelho, e durante a sua menoridade, que o herdara por legado de óbito de seu pai Luís Vicente Botelho, moço da câmara do Rei, com a obrigação de dar anualmente a quantia de 12000 réis à mãe do proprietário para ajuda da criação de seus filhos. Vicente Barradas acabaria dois anos depois por não servir o ofício apesar das regalias que o Rei lhe dera e arrendou-o sem estar autorizado para tal, não pagou à mãe de Pantaleão a renda que lhe devia e foi viver para Vila Nova de Milfontes, tendo o Rei transferido por alvará de 6.3.1609 a serventia do ofício para o tutor do menor, Diogo Marques Lucas. Poderão estes Barradas aqui estudados ser descendentes de Vicente Barradas. Manuel da Costa Felgueiras Gayo na sua obra «Famílias de Portugal», em título de Barradas, § 82, refere um Rodrigo Barradas que foi viver para a vila do Torrão, no Alentejo, cavaleiro fidalgo casado com Guiomar Fernandes de Carvalho (filha de João Caldeira, também cavaleiro fidalgo natural da dita vila), o qual Rodrigo parece ser filho de Álvaro Barradas, referido na crónica do Rei Dom João III, fidalgo da Casa Real, grande soldado na Índia, capitão de navios de viagem, que morreu em 1546 sendo capitão da nau Santo Espírito quando esta naufragou, e de sua mulher Filipa Proença (filha de Rui de Castanheda, fidalgo castelhano que veio homiziado para Portugal, e de sua 2ª mulher D. Isabel Proença). Cristóvão Alão de Moraes na sua «Pedatura Lusitana» não dá este filho, Rodrigo, a Álvaro Barradas, mas, refere que tanto o pai como o avô de Álvaro Barradas eram moradores em Beja, pelo que esta família estava há já muito instalada no Baixo Alentejo. Rodrigo Barradas, filho ou não de Álvaro Barradas, nasceu por volta de 1520 e foi casar e viver para Torrão, onde viveu também Simão de Soveral, também nascido por volta dessa data, e seus descendentes. Os Soveral Barradas aqui estudados poderão ser oriundos de Torrão embora estejam documentados apenas mais tarde em Grândola e em Santiago do Cacém, ou mesmo de Lagos, através de Vicente Barradas morador nos primeiros anos do séc. XVII em Vila Nova de Milfontes e acima referido.

1.2.1. Manuel de Soveral Barradas, nasceu cerca de 1620 em Alvalade e morreu por volta de 1652/53[1]. Foi senhor da herdade de Chãos, em Santa Cruz, termo de Santiago do Cacém. Casou com Isabel Rodrigues, nascida na herdade de Santa Cruz, em Santiago do Cacém, ambos lavradores honrados, e referidos adiante.[2]

1.2.1.1. Luís Machado de Soveral, nasceu cerca de 1642. Foi senhor da herdade de Chãos em Santa Cruz de Santiago do Cacém Casou com Maria Pinela, filha de Pedro Vaz Corvo e de sua mulher Maria Cristóvão, moradores na herdade de Chãos Salgados.

1.2.1.1.1. Maria Barradas Pinela, nasceu cerca de 1670 e morreu a 13.6.1724 em Grândola. Casou a 16.11.1684 na mesma vila, com procuração a Manuel Soveral para ela se receber sem licença, com seu parente em 4º grau Gaspar Leitão de Vasconcelos Tibão, nascido cerca de 1667 e falecido a 1.12.1733 na mesma vila, com 66 anos de idade, sendo sepultado em sepultura sua, capitão, e viveram na herdade de Chãos Salgados. Foram testemunhas António Lopes Ferro e António de Soveral, comissário do santo ofício. Gaspar Leitão era cunhado de uma Ana de Soveral (Sovereira, conforme surge na documentação), donzela em 1705, moradora em Grândola, e dona de uma escrava de nome Sebastiana.

1.2.1.1.1.1. Veríssimo Leitão de Macedo «o moço», foi baptizado a 30.3.1687 em Grândola, e morreu a 27.11.1747 na mesma vila. Surge como padrinho em 1698 e em 1710. Foi clérigo in minoribus e prior em Grândola durante 22 anos.

1.2.1.1.1.2. Luís de Vasconcelos Tibão, foi baptizado a 12.12.1688 em Grândola e morreu na mesma vila a 14.5.1757. Deverá ser o mesmo Luís Machado Vasconcelos Tibão que surge como padrinho em 1708. Foi capitão-mor de Grândola. Casou a 4.4.1717 com sua prima, sendo à data morador em Évora que lhe tem depositado a caução de 400 mil réis por ser recebido com sua prima” Maria Borges Barradas Pinela, nascida na mesma vila e aí falecida a 5.5.1752, filha de Manuel de Soveral Barradas e de sua mulher Catarina Borges Pinela, e referida adiante. Foram testemunhas Domingos Pires da Silva e Domingos Leitão de Macedo.

1.2.1.1.1.2.1. Ana Macedo de Vasconcelos, baptizada a 12.7.1718. Amadrinhou em 1727 na mesma vila.

1.2.1.1.1.2.2. Ana Borges Barradas de Vasconcelos. Casou em 1747 em Grândola com Miguel Carlos do Amaral.

1.2.1.1.1.2.3. Catarina Borges Barradas de Vasconcelos, baptizada a 26.10.1720 em Grândola. Casou em 1751 com Alexandre José Sande Salema.

1.2.1.1.1.2.4. Helena Borges de Vasconcelos, baptizada a 17.4.1723 em Grândola, onde morreu a 1.6.1798 de acidentes que padecia”.

1.2.1.1.1.2.5. José Inácio de Vasconcelos Tibão, baptizado a 22.1.1725. Casou duas vezes: a 1ª cerca de 1750 na mesma vila com D. Catarina Ângela Pato de Alcova Boca Negra Portocarrero e Fresque (a), nascida em Badajoz, Oliveira, e falecida a 18.3.1760 em Grândola, filha de Pedro de Alcântara Pato Almeida e Alcova, natural de Lamego, e de sua mulher D. Joana Luísa Laureana Boca negra Portocarrero e Fresque, natural de Badajoz, Xerês dos Cavaleiros; casou 2ª vez em 1761 na mesma vila com D. Josefa Jacinta Luísa Barbuda Figueiroa (b).

1.2.1.1.1.2.5.1. (a) Luís de Vasconcelos Leitão de Macedo, baptizado a 29.2.1752 em Grândola. Casou com D. Ana Gertrudes Benedita Carneiro, nascida em Lisboa, Santa Isabel.

1.2.1.1.1.2.5.2. (a) António Pedro de Vasconcelos Leitão Boca Negra. Casou em 1785 em Grândola com D. Francisca Aires António Benedita Delgada.

1.2.1.1.1.2.5.3. Joana, falecida a 9.4.1765 em Grândola.

1.2.1.1.1.2.6. Maria, baptizada a 8.4.1727 em Grândola, onde morreu a 1.10.1727.

1.2.1.1.1.2.7. Luísa Barradas de Vasconcelos Tibão, baptizada a 6.11.1728 em Grândola. Casou em 1747 na mesma vila com Estêvão Barradas de Macedo.

1.2.1.1.1.2.8. Rita, baptizada a 17.11.1731 em Grândola.

1.2.1.1.1.2.9. Gertrudes, baptizada a 15.3.1735.

1.2.1.1.1.2.10. Francisco, baptizado a 26.12.1736.

1.2.1.1.1.3. Maria Fragoso de Vasconcelos, baptizada a 13.12.1690 em Grândola, onde morreu a 10.2.1748. Surge como madrinha em 1708, sendo solteira.

1.2.1.1.1.4. Isabel Pestana, baptizada a 15.12.1693 em Grândola, onde morreu a 17.4.1754.

1.2.1.1.1.5. Domingos Leitão, baptizado a 20.9.1696 em Grândola, onde morreu a 4.2.1718. Foi clérigo.

1.2.1.1.1.6. Helena, baptizada a 5.7.1699 em Grândola, onde morreu a 1.5.1706.

1.2.1.1.1.7. Paulo, baptizado a 9.1.1702 em Grândola, onde morreu ainda criança, a 9.9.1705.

1.2.1.1.1.8. António, baptizado a 13.8.1704 em Grândola, onde morreu em 1723.

1.2.1.1.1.9. António Barradas de Macedo, falecido a 9.12.1747 em Grândola. Foi clérigo.

1.2.1.1.1.10. Helena, segunda do nome, baptizada a 21.2.1707 em Grândola, onde morreu a 6.5.1712.

1.2.1.1.1.11. Luísa, baptizada a 10.1.1710 em Grândola, tendo por padrinhos seus tios o padre Jorge Pinela Barradas e Ana de Soveral (Sovereira, como surge na documentação).

1.2.1.1.1.12. Francisco Xavier, baptizado a 11.2.1711 em Grândola, onde morreu a 24.7 do mesmo ano.

1.2.1.1.1.13. Francisca Xavier Macedo Fragoso, baptizada a 2.8.1712 em Grândola. Casou em 1752 na mesma vila com João Alexandre Guerreiro Barradas.

1.2.1.1.1.14. Francisco Xavier de Macedo, baptizado a 21.10.1716 em Grândola. Apadrinhou na mesma vila em 1727.

? 1.2.1.1.2. Matias de Soveral Pinela, nasceu cerca de 1675 no termo de Santiago do Cacém, Santa Cruz. Foi senhor da herdade do Chaparral em Vale de Santiago, termo de Odemira. Surge como testemunha de um casamento a 26.2.1698 no Cercal. Casou com Maria Estaço de Vilhena, baptizada a 18.4.1674 em Grândola, tendo por madrinha Maria Rodrigues de Monroy (irmã de Joana Maria de Vilhena, referida adiante e casada com João de Soveral Barradas, sargento-mor de Grândola, e ainda de, todos baptizados em Grândola, João, a 24.6.1666, Lucas, a 23.5.1669, Paulino Ribeiro, a 9.9.1670 e falecido a 18.8.1701, e de uma menina falecida na mesma vila a 13.10.1679), todos filhos de Nuno Álvares Chaínho, baptizado a 7.4.1633 em Grândola (sendo seus padrinhos Gaspar Rodrigues Beirão e Maria Barradas, e que tivera um irmão com o mesmo nome baptizado a 27.11.1630 na mesma vila sendo seus padrinhos Bento Caldeira Leitão, juiz dos órfãos da vila e Maria Nunes, mulher de Bartolomeu Vaz Frayão) e aí falecido a 17.10.1679, homem principal e da governança de Grândola, donde era natural, e de sua mulher Catarina de Sena de Monroy[3], nascida na herdade de Arapouco, termo de Alcácer do Sal, Guizo ou Nossa Senhora do Monte, e que deve ser a mesma Catarina de Sena que morreu a 31.10.1681 em Grândola; netos paternos de João Valadão[4], nascido cerca de 1600 e morador em Grândola, e de sua mulher Joana de Vilhena; e netos maternos de António Luís Abelho «o velho», senhor da herdade de Arapouco que fora para a vila de Grândola ido de Ribeira de Sadão, no termo de Grândola (filho de Martim Fernandes Abelho e de sua mulher Maria Rodrigues de Morais), e de sua mulher Violante Rodrigues. Entre 1598 e 1618 surge a apadrinhar nos paroquiais de Grândola um Nuno Álvares Chaínho, ou Nuno Álvares Valadão, que parece ser o mesmo que morre a 1.10.1632 nesta vila. É possível que este seja o pai de João Valadão e avô do outro Nuno Álvares Chaínho.

1.2.1.1.2.1. Manuel de Soveral, nasceu cerca de 1718. Foi senhor da herdade do Chaparral em Vale de Santiago, termo de Odemira.

1.2.1.1.2.2. Isabel Gonçalves, nasceu por volta de 1720 em Abela, termo de Santiago do Cacém. Casou com António Pacheco Nobre. Viveu na herdade de Castelo de Ladrões, no termo de Vale de Santiago, sendo ainda vivo a 2.7.1780 quando obteve da ordem de Santiago a confirmação do emprazamento de ½ da dita herdade que era foreira à confraria de Nossa Senhora do Rosário da igreja matriz de Colos[5], e a 12.7.1753 teve carta de confirmação do emprazamento de umas casas com seu quintal na mesma vila, foreiras à confraria de Nossa Senhora do Castelo da igreja matriz da dita vila, da ordem de Santiago[6].

1.2.1.1.2.2.1. João Pacheco Nobre, nasceu em Colos e foi morador na sua herdade de Vale de Ladrões. A 23.10.1769 obteve da ordem de Santiago carta de confirmação do emprazamento de ½ da herdade da Boavista, no termo de Alvalade, foreira à confraria de Nossa Senhora do Rosário de Alvalade, e na mesma data teve a confirmação do emprazamento de umas terras em Ermidas do Sado, termo de Alvalade, Roxo, foreiras à mesma confraria[7]. Foi familiar do santo ofício[8]. Casou duas vezes: a 1ª com Maria Guerreiro (a), nascida a 15.3.1741 no monte dos Lourenços em Martimlongo (ou em Santa Bárbara de Padrões) e baptizada a 6.4.1741, habilitada para o santo ofício a 17.4.1754, filha de Marcos Guerreiro de Gusmão e de sua mulher Josefa Maria Lampreia (vd. «Guerreiro de Aboim» e António Sousa Lara – Linhagens de Portugal, V), com descendência; casou 2ª vez com Teresa Francisca, sem mais notícia.

1.2.1.1.2.2.2. Joana Pacheco Nobre[9]. Casou com Manuel Rodrigues Zarco, capitão, morador na herdade dos Cunqueiros e já viúvo de Vitória Gomes[10].

1.2.1.1.2.2.2.1. José Pacheco Nobre, lavrador abastado, cavaleiro professo na ordem de Cristo, capitão de Ordenanças e depois capitão-mor. Casou com D. Francisca Teresa.

1.2.1.1.2.2.2.1.1. D. Bárbara Francisca Antónia Pacheco Nobre. Casou com Francisco José Águas, natural de Monchique e capitão das ordenanças desta vila, filho de Manuel José Águas e de sua mulher e parente Teresa Pereira Águas, com descendência.

1.2.1.1.2.2.2.1.2. D. Francisca Teresa de São José Nobre Pacheco, morreu a 23.7.1833. Casou a 2.6.1768 em Santiago do Cacém, João Falcão Murzelo de Mendonça, sargento-mor de ordenanças e vereador na dita vila onde também exerceu o cargo de provedor da Misericórdia. Com descendência seguida por Gonçalo de Melo Guimarães em «Principalidade Alentejana, título de Falcão Murzelo, e de acordo com esse autor, representam hoje estes Nobre Pacheco.

1.2.1.1.2.2.2.1.3. D. Joana Rita Nobre Pacheco, Que foi mulher de Jacinto Pais de Mendonça Moreira, de Albufeira. Sem geração.

1.2.1.1.2.2.2.2. D. Joana Pacheco Nobre. Casou a 5.2.1766 em Alvalade do Sado, Matriz, com João Parreira, lavrador da herdade do Carvalhal, em Alvalade, filho de um outro João Parreira, morador com sua mulher Isabel Duarte na referida herdade do Carvalhal, sendo testemunha do casamento o irmão da noiva o capitão João Pacheco Nobre[11]. Sem descendência.

1.2.1.1.2.2.2.3. D. Catarina Nobre. Casou com António Gonçalves, lavrador da herdade de Morgavel.

1.2.1.1.2.2.2.3.1. Feliciana Teresa Nobre Pacheco. Casou duas vezes: a 1ª com José da Costa Parrado (a), de quem não teve filhos; a segunda vez com António Parreira da Lança (b), nascido em 1759 e falecido em 1840, último capitão-mor de Santiago do Cacém.

1.2.1.1.2.2.2.3.1.1. (b) João Parreira da Lança Nobre Pacheco, nasceu em 1794 em Santiago do Cacém e morreu a 8.1.1854. Foi capitão de auxiliares, que fez a guerra peninsular, exercendo depois diversos cargos em Santiago do Cacém. Casou com D. Maria Cristina Luzeiro de Reboredo Infante de Lacerda, falecida a 11.5.1802[12], filha de Carlos José Luzeiro de Reboredo, sargento-mor e depois capitão-mor de Santiago do Cacém, que fez a guerra peninsular, e de sua mulher D. Doroteia do Patrocínio Infante de Lacerda Garcês Palha; neta paterna de Francisco Luzeiro Infante de Lacerda de Reboredo, de Santiago do Cacém, e de sua mulher D. Isabel Eugénia Pereira de Vilhena, de Sines; neta materna de Simão Infante de Sequeira Correia da Silva Carvalho, Fidalgo da Casa Real e 9º senhor da Torre da Murta, e de sua mulher D. Maria Catarina de Lacerda Garcês Palha (irmã do 1º Visconde de Juromenha).

1.2.1.1.2.2.2.3.1.1.1. António Parreira Luzeiro de Lacerda, baptizado a 17.12.1822 em Santiago do Cacém e morreu a 29.5.1882. Foi lavrador, presidente da câmara municipal de Santiago do Cacém, vereador e provedor da Misericórdia local, condecorado em 1869 com a comenda da ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Casou três vezes: a 1ª com D. Maria Augusta de Aboim Branco Franco (a), que morreu a 8.7.1867, filha de Francisco Branco Franco e de D. Maria Luísa Guerreiro de Aboim Côrte-Real, de Aljustrel, com descendência que segue em «Principalidade Alentejana», de Gonçalo de Melo Guimarães, no título Nobre Pacheco, depois chamados Parreira Luzeiro de Lacerda, de Santiago do Cacém; a 2ª D. Luísa Eugénia Champalimaud Duff (b), que morreu pouco tempo depois; a 3ª a 20.2.1875, com D. Emília Montez Champalimaud (c), nascida em Cidadelhe, no Douro, e que morreu a 8.11.1912 na Foz do Douro.

1.2.1.1.2.2.2.3.1.1.2. Carlos Parreira Luzeiro de Lacerda, morreu novo quando ainda estudava no Colégio Militar.          

1.2.1.1.2.2.2.3.1.2. (b) D. Maria Felizarda Nobre Pacheco, morreu solteira.

1.2.1.1.2.3. Maria de Soveral Pinela, nasceu cerca de 1700. Foi moradora com seu marido no Cercal. Casou com Francisco Gonçalves, aí nascido por volta de 1700.

1.2.1.1.2.3.1. Caetano Gonçalves, nasceu cerca de 1720. Casou com Vitória da Conceição, filha de Gregório Gonçalves e mulher Maria Gonçalves recebida a 24.11.1705 no mesmo lugar, já viúva de dois matrimónios, todos no Cercal.

1.2.1.1.2.3.1.1. Brígida Gertrudes Franco Pinela, nasceu no Cercal do Alentejo onde foi baptizada a 9.6.1749. Casou entre Janeiro de 1766 e Agosto de 1771 no Cercal do Alentejo[13] ou em Villanueva de los Castillejos, termo de Sevilha, Espanha, com Barão Mestre Guerreiro, nascido a 15.3.1737 em Giões e aí baptizado a 23, morador em Giões, em Villa Nueva del Castillejos, termo de Sevilha, no Cercal, onde foi lavrador, e ainda em Vila Nova de Milfontes, e de quem foi a 1ª mulher, filho de Barão Mestre Guerreiro, nascido a 20.10.1693 em Vaqueiros, termo de Alcoutim, onde foi baptizado por seu parente o padre Manuel Guerreiro de Brito a 27 do mesmo mês e ano[14], morador no monte da Alcaria Alta, Vaqueiros, e posteriormente na freguesia de Nossa senhora da Conceição de Giões, e de Maria Fernandes das Candeias.

1.2.1.1.2.3.1.1.1. Francisco Guerreiro, nasceu entre Março e Julho de 1770 em Villanueva de los Castillejos, termo de Sevilha, Espanha[15], que veio para Portugal com seus pais, para o Cercal, onde foi morador e proprietário rural. Casou a 12.7.1795 na mesma vila com Genoveva Joaquina Teresa de Sant’Ana, baptizada a 22.1.1777 no Cercal, filha de Domingos de Soveral e de sua mulher Maria Teresa das Candeias, referidos em B. Destes foi filha, de entre outros 7 filhos e filhas,

1.2.1.1.2.3.1.1.1.1. Genoveva Joaquina Teresa de Sant’Ana Guerreiro, baptizada a 10.12.1800 no Cercal e foi moradora com seu marido nas herdade das Abertas e na sua herdade da Ameixeirinha, no termo desta vila. Casou a 15.6.1817 na mesma vila com Francisco Gonçalves da Silva, nascido na herdade das Abertas, já falecido em 1864, proprietário e lavrador, proprietário da herdade da Ameixeirinha, que comprou ao capitão Wenceslau Simões, filho de Silvério Gonçalves, proprietário da herdade das Abertas (irmão de Plácido Gonçalves), e mulher Mariana Josefa da Silva, casados a 2.6.1783 na Cercal; neto paterno de Manuel Gonçalves, proprietário da herdade das Abertas (filho de Francisco Gonçalves e de Isabel Rodrigues proprietários das herdades das Abertas) e mulher Luzia Domingas de Campos, casados a 17.1.1740 no Cercal; e neto materno de José da Silva e mulher Antónia Bernardes. Deste casal foi filho, de entre outros 15 filhos e filhas,

1.2.1.1.2.3.1.1.1.1.1. 6.1. José Guerreiro da Silva, nasceu na herdade das Abertas, foi baptizado a 12.10.1823 no Cercal, sendo seus padrinhos o capitão Daniel José de Matos e sua mulher Maria Genoveva, e já tinha morrido em 1864. Foi proprietário das herdades da Ameixeirinha, por herança de seus pais, do Montinho de Baixo, de umas cercas na herdade da Bôa Vista, metade de uma casa no Cercal, da cerca da Corte Pinheira, em São Luís, de Odemira, da cerca dos Caeiros e de vários casais e foros. Casou a 20.5.1861 no Cercal com D. Maria Cândida de Oliveira, nascida na mesma vila onde foi baptizada a 4.8.1834, e falecida com testamento a 28.9.1910 em São Luís, de Odemira, filha de João Rodrigues de Oliveira e de Cândida Maria, e referida adiante, onde segue a sua descendência.

1.2.1.1.2.4. José de Soveral Pinela, nasceu cerca de 1695. Casou a 28.1.1720 no Cercal com Maria da Ressurreição.

1.2.1.2. João de Soveral Barradas, nasceu cerca de 1645/50 na herdade de Santa Cruz, termo de Santiago do Cacém, foi baptizado em Santiago do Cacém, Santa Cruz, e morreu a 28.6.1684 em Grândola (ADS, GRÂNDOLA, Matriz, Pasta 2, L.4, f.114). Casou a 16.9.1674 em Grândola com Maria Borges Pinela, nascida na herdade da Corte Pequena e baptizada a 28.12.1655 em Grândola, Matriz, e falecida a 9.8.1710 na mesma vila (irmã inteira de Jorge, baptizado a 2.5.1660 na mesma vila), filha de João Mateus e de Inês Gonçalves, nascida na herdade da Corte Pequena ou na do Afeital, contíguas, e moradores na da Corte Pequena, em Grândola, Matriz, lavradores abastados e da governança da vila e da res publica. Foram testemunhas do casamento Bartolomeu Rodrigues Frayão e Luís Machado [de Soveral]. Este João Mateus, que terá nascido por volta de 1615/20, poderia ser neto de Brás Mateus, nascido por volta de 1560, o qual recebe em Novembro de 1587 de seu pai João Mateus, nascido por volta de 1530, morador que foi na Corte Pequena, a herdade das Ameiras com a obrigação de 3 missas em cada ano.

1.2.1.2.1. Jorge Pinela Barradas, baptizado a 25.2.1676 em Grândola, sendo seus padrinhos Luís Machado [de Soveral] e Isabel Vaz, e morreu a 7.2.1735 na mesma vila, com testamento que fez da confraria. Foi padre, frei professo na ordem de Santiago e beneficiado curado na matriz de Grândola, notário do santo ofício por carta de 11.8.1710 (IAN/TT – HSO, Jorge m.3 d.61).

1.2.1.2.2. Luzia Pinela, baptizada a 20.11.1678 em Grândola. Casou com […].

? 1.2.1.2.2.1. Luzia da Conceição da Silva Pinela, nasceu cerca de 1698. Casou duas vezes: a 1ª a 29.9.1715 no Cercal (sendo testemunhas António de Campos e Manuel dos Santos, de Vila Nova de Milfontes), com Martinho de Soveral (a), nascido em 1695 e morador com sua mulher na herdade da Ameixeirinha no termo do Cercal, referido em B, com descendência que aí se segue. Casou 2ª vez a 23.1.1735 no Cercal (sendo testemunhas João Jacques de Magalhães e António Neto [Chaínho], ambos de Vila Nova de Milfontes) com André Afonso, baptizado a 30.11.1692 em Vila Nova de Milfontes (sendo seus padrinhos o padre Brás de Medeiros Agosto, beneficiado na igreja de Milfontes e pároco do Cercal, morador na vila, e Bárbara Rodrigues Pixeiro, moradores na vila), já viúvo de um primeiro casamento com Margarida de Vilhena, com quem viveu na herdade do Freixo, no termo de Vila Nova de Milfontes.

1.2.1.2.2.1.1. Violante Afonso, baptizada a 17.1.1736 no Cercal, sendo seus padrinhos André Nunes Serra, Domingos Francisco Martins, da herdade de Vale Pereiro, no termo do Cercal, e ainda Felícia dos Santos, aí moradora. Casou com António Miguel de Soveral, nascido na herdade de João Pais, em Vale de Santiago, e baptizado a 30.9.1736 no mesmo lugar, filho de Francisco de Soveral e de sua mulher Maria Gonçalves, e referido adiante, onde segue a descendência deste casamento.

1.2.1.2.3. João de Soveral Barradas, baptizado a 8.1.1682 em Grândola (sendo seus padrinhos André Coelho Torres e Inês Pinela), e aí falecido com testamento a 16.7.1753. Foi sargento-mor de Grândola e cavaleiro professo na ordem de Cristo, juiz de Grândola e lavrador da herdade da Corte Pequena Casou a 23.11.1709 em Grândola (sendo oficiante o padre Manuel Leitão Valadão, certamente o seu primo, e tendo por testemunhas Veríssimo Leitão de Macedo Tibão e Gaspar Leitão de Vasconcelos) com D. Joana Maria de Vilhena, aí nascida e baptizada a 16.5.1677 (sendo seus padrinhos Veríssimo Leitão de Macedo[16] e Margarida Luís), onde amadrinha em 1710 e onde morreu a 3.3.1738, irmã de Maria Estaço de Vilhena casada com Matias de Soveral Pinela, acima referidos, e filhos de Nuno Álvares Chaínho e de sua mulher Catarina de Sena Monroy.

1.2.1.2.3.1. Nuno Álvares Chaínho Barradas, baptizado a 16.10.1712 em Grândola, (sendo seus padrinhos seus tios, irmãos de seu pai, o padre Jorge Pinela Barradas e Ana de Soveral, ou Sovereira, como surge na documentação. Foi familiar do santo ofício por carta de 24.11.1730 (IAN/TT – HSO, Nuno m.1 d.22, processo onde surge como testemunha em 1730 e em Grândola, um Luís Barradas de Macedo, de 47 anos de idade, filho de Estêvão Barradas de Macedo, familiar do santo ofício e sobrinho do padre Bartolomeu Guerreiro Barradas, comissário do santo ofício), e fidalgo da cota de armas por carta de 1761, 1º capitão-mor de Grândola e sucessor na Casa nobre situada na Praça Marquês de Pombal que ainda ostente uma pedra de Armas com as armas esquarteladas de Barradas (1º e 4º); de Vilhena (2º); de Abelho (3º). Casou a 22.12.1740 D. Josefa Maria Lampreia Botelho, nascida em Padrões, Santa Bárbara, filha do capitão Domingos Lampreia Botelho e de sua mulher D. Maria Marques, moradores na sua Herdade de Pancas, em Padrões.

1.2.1.2.3.1.1. D. Joana Maria de Vilhena, também referida como Joana Antónia Lampreia, foi baptizada a 2.1.1742 em Grândola. Casou a 6.8.1770 na mesma vila, sendo dispensados em 4º grau de parentesco de afinidade, com João Alexandre Guerreiro Barradas, aí baptizado a 17.3.1734, juiz ordinário, membro da câmara de Grândola, e capitão, filho de Raimundo Guerreiro Barradas, baptizado a 23.5.1691 em Grândola, e de sua mulher, com quem casou na mesma vila a 13.10.1726, Inácia Jacinta Coelho, aí baptizada a 20.2.1701.

1.2.1.2.3.1.1.1. António Carlos Guerreiro Barradas e Monroy.

1.2.1.2.3.1.1.2. Francisca Antónia Guerreiro Barradas, que morreu a 2.8.1843.

1.2.1.2.3.1.1.3. Ana Leonor Guerreiro Barradas, nasceu a […].12.1780 e morreu em 1845.

1.2.1.2.3.1.1.4. Joaquim Ricardo Guerreiro Barradas, que morreu a 18.4.1845. Foi capitão de milícias.

1.2.1.2.3.1.1.5. José Feliciano Guerreiro Barradas, que morreu a 6.6.1840 em Grândola. Foi coronel de milícias.

1.2.1.2.3.1.1.6. Francisco Joaquim Guerreiro Barradas, nasceu cerca de 1774 em Grândola. Foi capitão-mor de Grândola, fidalgo da Casa Real, morgado dos Guerreiro Barradas, ficou conhecido pelo morgado dos Canais. Casou com D. Maria Madalena Sande Salema, nascida em Torrão, filha de Manuel de Sande Salema, e de sua mulher D. Luísa Tomásia Cabo de Arce.

1.2.1.2.3.1.1.6.1. Manuel Francisco Sande Abelha Guerreiro Barradas ou Manuel de Sande Salema Guerreiro Barradas. Foi sargento-mor. Casou a 14.12.1833 em Lisboa, Santa Justa, com D. Maria José Frayão Metelo de Faria e Sousa, filha de José Miguel Faria de Sousa, nascido em Lisboa e falecido a 28.8.1842 em Grândola, juiz ordinário desta vila, coronel graduado do regimento de milícias de Alcácer do Sal, e de sua mulher D. Ana Bernarda Frayão de Noronha Salema Barros e Vasconcelos, referidos adiante. Sem descendência.

1.2.1.2.3.1.1.6.2. D. Rosa do Amor Divino Guerreiro Barradas de Sande.

1.2.1.2.3.1.1.6.3. João Alexandre Guerreiro Barradas de Sande, que morreu a 16.7.1844. Foi tenente-coronel de milícias de Alcácer do Sal e fidalgo da Casa real.

1.2.1.2.3.2. Bernardo Jorge Pinela Barradas, foi padre e comissário do santo ofício conforme consta do processo do seu irmão embora não lhe encontre o processo de familiatura.

1.2.1.2.3.3. D. Maria Micaela Jacinta Barradas, baptizada a 5.7.1714 em Grândola. Institui um morgadio. Casou em 1736 na mesma vila com Miguel Carlos Monroy Abelha.

1.2.1.2.4. Ana de Soveral (Sovereira, como surge na documentação). Amadrinhou junto com seu irmão Jorge um filho do capitão Gaspar Leitão de Vasconcelos e de Maria Barradas Pinela.

? 1.2.1.3. Luísa Barradas, nasceu cerca de 1655. Casou com António Luís Guisado.

1.2.1.3.3. Manuel de Soveral Barradas, nasceu cerca de 1677 na herdade ou monte do Pego, termo de Santiago do Cacém, e morreu a 21.8.1744 em Grândola. Casou com Catarina Borges Pinela, nascida em Grândola e aí falecida a 20.1.1704, filha de Baltazar Pinela Borges e de sua mulher Isabel Guerra, da mesma vila.

1.2.1.3.3.1. Maria Borges Barradas Pinela, baptizada a 3.4.1694 em Grândola. Era também prima de um Manuel Pires Ichoa. Casou a 18.3.1717 em Viana do Alentejo, Matriz, com seu primo Luís de Vasconcelos Tibão, sargento-mor e capitão-mor de Grândola, filho de Maria Barradas Pinela e de seu marido e primo em 4º grau Gaspar Leitão de Vasconcelos Tibão, referido acima, onde segue a sua descendência.

1.2.1.3.3.2. Baltazar, baptizado a 16.1.1697 em Grândola.

1.2.1.3.3.3. Luísa, baptizada a 23.12.1699 em Grândola.

1.2.1.3.3.4. […] falecido/a 8.8.1702 em Grândola.

1.2.1.3.3.5. Josefa, baptizada a 19.3.1703 em Grândola.

? 1.3. […] de Soveral, nasceu cerca de 1600.

1.3.1. António de Soveral, nasceu cerca de 1625 e foi morador na Corte dos Madeiros.

1.3.1.1. Francisco de Soveral, nasceu cerca de 1650. Foi. Casou com Catarina Mateus.

1.3.1.1.1. Domingas de Soveral [Sovereira], nasceu cerca de 1680. Casou com Bartolomeu Rodrigues Metelo, ambos já falecidos em 1718.

1.3.1.1.1.1. Bárbara de Soveral [Sovereira], baptizada a 11.3.1698 no termo de Torrão, Santa Margarida do Sadão. Casou a 24.2.1718 em Grândola com Luís da Costa, senhor da herdade das Ferrarias, no termo desta vila, filho de Manuel Nunes e de Sua mulher Jerónima da Costa.

1.3.1.1.1.1.1.

1.3.1.1.1.1.2.

1.3.1.1.1.1.3.

1.3.1.1.1.1.4.

1.3.1.1.1.1.5. António Luís da Costa Metelo, baptizado a 21.7.1726 em Grândola. Licenciado em artes pela universidade de Évora e formado pela universidade de Coimbra, foi monteiro-mor de Grândola e seu termo por carta de 24.4.1779. Casou a 18.1.1756 na mesma vila com D. Maria Madalena Xavier Frayão, aí nascida, filha de António Rodrigues Carvalho e de sua mulher Francisca Luísa Frayão.

1.3.1.1.1.1.5.1. Francisco José Frayão Metelo, nasceu cerca de 1757 em Grândola. Foi capitão-mor da vila de Grândola e morgado de Parxanas, fidalgo da cota de armas por carta de 17.1.1780[17], e juiz ordinário de Grândola em 1821. Casou com D. Brites Antónia Noronha Salema da Câmara Barros e Vasconcelos, filha de Cristóvão da Silva Machado Barros e Vasconcelos, e de sua mulher D. Ana Bernarda Noronha Salema da Câmara.

1.3.1.1.1.1.5.1.1. D. Ana Bárbara Frayão de Noronha Salema Barros e Vasconcelos ou D. Ana Bernarda da Câmara Xavier Frayão, que morreu ante s de 1842. Casou a 31.12.1806 em Grândola com José Miguel Faria de Sousa, nascido em Lisboa e falecido a 28.8.1842 em Grândola, juiz ordinário desta vila, coronel graduado do regimento de milícias Alcácer do Sal.

1.3.1.1.1.1.5.1.1.1. Maria José Frayão Metelo Faria e Sousa, Casou a 14.12.1833 em Lisboa, Santa Justa, com Manuel Francisco Sande Abelha Guerreiro Barradas ou Manuel de Sande Salema Guerreiro Barradas, sargento-mor, referido acima. Sem descendência.

 

2. Manuel Soveral, nasceu em Grândola onde foi e foi baptizado a 2.4.1602. Casou com Águeda Chaínho, aí baptizada a 9.4.1604, sendo seus padrinhos Nuno Álvares Chaínho e Beatriz de Alvelos[18], filha de Manuel Pinela e de sua mulher Inês Martins.

2.1. Beatriz de Soveral, com quem se continua.

? 2.2. Manuel de Soveral, morador com sua mulher na Orta, termo de Santiago do Cacém, Abela. Casou com Isabel Gontinha.

2.2.1. Domingos, baptizado a 21.6.1645 em São Domingos da Serra, sendo seus padrinhos André Luís Machado e Beatriz de Soveral [Sobreira, como vem referida], sua tia.

2.2.2. Sebastião, baptizado a 3.5.1648 em São Domingos da Serra, sendo seus padrinhos Miguel Pires (certamente seu tio Miguel Pires de Soveral), e Maria de Soveral [Sobreira, como vem referida].

 

3. Beatriz de Soveral [Sobreira, como vem referida], nasceu em Grândola, onde foi baptizada a 18.9.1625, sendo seus padrinhos Manuel Álvares Chaínho e Luzia Vaz. Casou com Miguel Pires de Soveral (irmão de Luís Pires Soveral casado em Vale de Santiago com Isabel Vaz).

3.1. Maria de Soveral, com quem se continua.

3.2. Tomé, baptizado a 13.5.1646 em São Domingos da Serra, sendo seus padrinhos Bartolomeu de Brito e Maria de Soveral [Sobreira, como vem referida].

 

4. Maria de Soveral [Sovereira, como vem referida], foi baptizada a 1.11.1645 em São Domingos da Serra (sendo seus padrinhos André Soveral e Maria de Soveral (Sovereira) e foi moradora com seu 2º marido na herdade do Pesinho em Vale de Santiago, termo de Santiago do Cacém. Casou duas vezes: a 1ª a 1.5.1672 em São Bartolomeu da Serra com seu primo Sebastião Gamito. Casou 2ª vez a 11.10.1676 em São Bartolomeu da Serra, tendo por testemunhas João Ascenso Raposo e o capitão-mor António Varela (talvez o mesmo capitão António de Brito Varela que testemunhou o casamento de seu filho Francisco) com João Rodrigues, nascido na herdade do Loupinho, filho de Baltazar Rodrigues, morador na herdade dos Adrianes e já falecido em 1676, e de sua mulher Paula da Costa, nascida em Santiago do Cacém, Santa Cruz.

4.1. Francisco de Soveral, com quem se continua.

 

5. Francisco de Soveral, nasceu na herdade do Pesinho em Vale de Santiago e baptizado a 29.9.1677 em São Bartolomeu da Serra, termo de Santiago do Cacém, sendo seus padrinhos António de Oliveira, escrivão dos órfãos de Santiago do Cacém. A 18.8.1715 surge em Vale de Santiago a testemunhar um casamento junto com o capitão Domingos de Loures. Casou duas vezes: a 1ª a 2.6.1697 em São Domingos da Serra, Santiago do Cacém, com Maria Rodrigues, da herdade de Tavarina, em Vale de Santiago, que morreu com testamento a 12.10.1714 em Vale de Santiago sendo testemunhas desse casamento o capitão António de Brito Varela, de Santiago do Cacém, e o capitão Manuel Serrão. Casou 2ª vez a 21.1.1715 em Vale de Santiago (sendo testemunhas António de Brito Varela e D. Sebastião Salema, filho de D. Francisco Caldeirão de Alvarado) ambos à data moradores em Santiago do Cacém), com Maria Gonçalves, nascida na herdade do Monte Velho, na mesma aldeia (que surge a 18.8.1715 em Vale de Santiago a testemunhar um casamento junto com o capitão Domingos de Loures), e moradores na herdade de João Pais, onde se tratavam com escravos (uma escrava sua, de nome Maria, baptizou dois filhos, respectivamente a 12.2.1713 e a 31.3.1722 em Vale de Santiago).

5.1. José de Soveral, casado a 9.2.1755 em Vale de Santiago com Maria Gomes, da herdade do Valongo (sendo testemunhas João de Soveral e Pascoal Martins)

5.1.1. Tomé, baptizado a 28.12.1760 em Vale de Santiago.

5.2. Marcos, baptizado a 15.10.1716 em Vale de Santiago.

5.3. João, baptizado a […].1.1719 em Vale de Santiago.

5.4. João, baptizado a 18.12.1720 em Vale de Santiago.

5.5. Maria de Soveral [Sovereira], casada em 1741 em Vale de Santiago com Manuel Vaz.

5.6. Catarina de Soveral [Sovereira]. Casou duas vezes: a 1ª a 22.1.1741 em Vale de Santiago com Romão Gonçalves; casou 2ª vez a 26.5.1765 na mesma vila com Cristóvão Gonçalves.

5.6.1. Josefa, baptizada a 19.3.1766 em Vale de Santiago.

5.7. Vicente, baptizado a 24.1.1734 em Vale de Santiago.

5.8. António Miguel de Soveral, com quem se continua.

 

 

6. António Miguel de Soveral, nascido na herdade de João Pais, em Vale de Santiago, e baptizado a 30.9.1736 no mesmo lugar. Casou com Violante Afonso, baptizada a 17.1.1736 no Cercal, sendo seus padrinhos André Nunes Serra, Domingos Francisco Martins, da herdade de Vale Pereiro, no termo do Cercal, e ainda Felícia dos Santos, aí moradora, filha de André Afonso, baptizado a 30.11.1692 em Vila Nova de Milfontes, sendo seus padrinhos o padre Brás de Medeiros Agosto, beneficiado na igreja de Milfontes e pároco do Cercal, morador na vila, e Bárbara Rodrigues Pixeiro, moradores na vila, que foi morador com sua 1ª mulher Margarida de Vilhena na herdade do Freixo, no termo de Vila Nova de Milfontes, e de sua 2ª mulher, com quem casou a 23.1.1735 no Cercal, Luzia da Conceição da Silva Pinela (sendo testemunhas João Jacques de Magalhães e António Neto [Chaínho], ambos de Vila Nova de Milfontes), nascida cerca de 1698, já viúva de um primeiro casamento com Martinho de Soveral.

6.1. Rodrigo Afonso, com quem se continua.

 

7. Rodrigo Afonso, nasceu a 14.4.1766 no Cercal. Casou a 12.10.1790, na mesma aldeia, com Maria de Oliveira de Campos, baptizada a 23.11.1769 no Cercal, filha de Salvador de Campos de Soveral, nascido a 3.10.1731 em Vila Nova de Milfontes e falecido antes de 21.2.1773, e de sua mulher Genoveva de Oliveira, e referida em B.

7.1. Custódio de Oliveira, nascido a 14.10.1795.

7.2. João, primeiro deste nome, deve ter morrido ainda criança.

7.3. João Rodrigues de Oliveira, com quem se continua.

 

8. João Rodrigues de Oliveira, nascido a 6.2.1798 no Cercal. Casou a 27.10.1825, em Beja, com Cândida Maria, nascida no Cercal, filha de José Rodrigues e de sua mulher, com quem aí casou a 13.2.1809, Sebastiana Antónia, aí baptizada a 6.7.1777 donde eram naturais; neta paterna de José Rodrigues, baptizado a 21.6.1744 no Cercal e crismado a 22.12.1748 em Vila Nova de Milfontes[19], e de sua mulher Maria Teresa (filha de José Rodrigues e de sua mulher Francisca Lourenço); e neta materna de Isidoro da Silva[20] e de sua mulher Joana Teresa, nascida em Relíquias, no concelho de Odemira, e casados a 30.8.1761 no Cercal.

8.1. Maria Cândida de Oliveira, com quem se continua.

 

9. Maria Cândida de Oliveira, nasceu no Cercal, foi baptizada a 4.8.1834, e morreu com testamento a 28.9.1910 em São Luís, Odemira. Casou 3 vezes: a 1ª a 20.5.1861 no Cercal com José Guerreiro da Silva (a), nascido em 1816 na herdade das Abertas, termo do Cercal, baptizado a 12.10.1823 na vila, sendo seus padrinhos o capitão Daniel José de Matos e sua mulher Maria Genoveva. Foi proprietário agrícola, e teve as herdades da Ameixeirinha (por herança de seus pais), do Montinho de Baixo, de umas cercas na herdade da Bôa Vista, metade de uma casa no Cercal, da cerca da Corte Pinheira, em São Luís, de Odemira, da cerca dos Caeiros e de vários casais e foros, filho de Francisco Gonçalves da Silva e Genoveva Joaquina Teresa de Santa Ana Guerreiro, e referido acima; casou 2ª vez com Felizardo José (b); casou 3ª vez com João Ferreira da Silva (c).

9.1. (a) D. Maria José Guerreiro, com quem se continua.

9.2. (a) José Guerreiro, nasceu na herdade da Ameixeirinha, no termo do Cercal e aí foi baptizado a 7.8.1864 tendo o pai já falecido. Morreu criança.

9.3. (b) José Guerreiro, segundo do mesmo nome, nasceu em 1895 na herdade da Ameixeirinha, no termo do Cercal.

9.4. (c) Rosa Maria da Silva. Casou com José Daniel e foram moradores em São Luís na sua Casa do Terreiro, edifício onde hoje está instalada a casa do povo.

9.4.1. D. Maria Rosa Daniel, «prima Rosinha», nasceu em São Luís onde foi moradora com seu marido na sua Casa do Terreiro, edifício onde hoje está instalada a casa do povo, foi proprietária agrícola, e morreu depois de 1988. Casou com Luís Tomás Ramos, falecido em 1988, e moradores em São Luís. Sem descendência.

 

10. D. Maria José Guerreiro, nasceu na herdade da Ameixeirinha, foi baptizada a 15.1.1863 no Cercal, e morreu a 11.3.1933 em sua Casa, em São Luís. Foi proprietária, tendo sido herdeira por seu pai da herdade da Ameixeirinha e por sua mãe de metade da herdade da Ameixeeira de Baixo, de vários casais e foros no Cercal e em São Luís, que teve também por herança testamentária de sua tia Mariana Inácia, referida acima, e proprietária ainda das herdades do Montinho de Baixo e da Lagem, e de umas cercas na Bôa Vista e nos Caeiros por herança testamentária de seu tio Brissos, também referido acima. Constava assim a sua herança das herdades da Ameixeirinha, Montinho de Baixo, Lagem, metade da herdade da Ameixeeira de Baixo, de várias cercas na Corte Pinheira, na Boavista e nos Caeiros, casas, casais e foros no Cercal e em São Luís. Casou a 23.10.1885 em São Luís, de Odemira, com José Joaquim da Costa Aguas, nascido a 1.8.1842 em Monchique, Nossa senhora da Conceição, e aí baptizado a 11 do mesmo mês[21], filho de Manuel Telo da Costa e de sua mulher D. Maria de Jesus Aguas, proprietária da quinta da Cascalheira, em Monchique e ambos daí naturais. Proprietário e lavrador nos concelhos de Monchique, Santiago do Cacém e Odemira, foi herdeiro universal de seu tio materno Manuel Joaquim Aguas, falecido com testamento datado de 12.4.1878 e sem descendência[22], que aí foi proprietário, e com o qual cedo tinha ido viver, e que lhe deixou a sua casa na rua Vale do Corvo ou Praça, em São Luís[23], as herdade da Ameixeeira de Cima, no Cercal, Gorgulho ou Vinha da Velha do Calhariz, em Colos, Vale de Coelhinho, a Cerca dos Pinheiros, em São Luís, e restantes bens, e que foi ainda, por compra a 31.3.1898, proprietário da herdade da Ameixeeira Velha ou de Nossa senhora, da Cerca da Corte Pinheira, em São Luís, e por herança de sua Mãe, da quinta da Cascalheira, em Monchique, que vendeu. Com descendência.

 

B

1. Martim Vaz de Soveral, nasceu cerca de 1570 e morreu a 5.1.1614 em Sines, onde foi morador com sua mulher Maria Cristóvão. Parece ter sido militar ou ter tido lugar de destaque na governança desta vila, relacionando-se com o comendador e alcaide-mor desta vila. Deixou testamento com a obrigação de 5 missas cantadas e ainda outras 4, por obrigação de capela. Martim Vaz de Soveral, tal como Manuel de Soveral referido em A poderiam ser parentes e descendentes dos Soveral antigos senhores do Paço e morgadio de Sernancelhe, em Lamego. A este propósito Manuel Abranches de Soveral na sua obra «Ascendências Visienses», vol. II título de Soveral, refere que os Soveral do Alentejo parecem descender de João Rodrigues de Soveral, escudeiro, morador na vila de Viana do Alentejo, que a 13.9.1521 foi procurador do número desta vila e seu termo e das vilas de Alvito, Vila Nova, Oriola e Aguiar. Este, seria filho de Rodrigo Anes de Soveral, fidalgo que vivia m 1492 quando surge como testemunha num instrumento de justificação de nobreza de Jorge de Magalhães e Azevedo; neto paterno de outro Rodrigo Anes de Soveral, nascido cerca de 1397 e morto antes de 16.5.1466, data em que o seu assassino Rui Gomes Galveia, morador na vila de Moura, teve comutação real da sentença para 20 anos de degredo no couto de Noudar; bisneto paterno de João Fernandes de Soveral, nascido cerca de 1355 e falecido depois de 1420, vassalo do Rei Dom Fernando, 2º morgado de São Teotónio de Sernancelhe[24], e de sua mulher D. Estefânia de Sousa, parece que filha de D. Mem Peres, deão da Sé de Lamego, talvez filho de D. João Peres Portel de Sousa. Desconheço se este ramo dos Soveral se trata também do mesmo ramo que à época surge em Santiago do Cacém e em Grândola e estudado em A.

1.1. Martim de Soveral, com quem se continua.

 

2. Martim de Soveral, foi baptizado a 9.7.1611 em Sines, tendo por padrinho o comendador e alcaide-mor desta vila Francisco de Sá de Meneses (irmão do conde de Penaguião D. João Rodrigues de Sá). Foi morador em Sines e em Vila Nova de Milfontes, e morreu no forte da ilha do Pessegueiro a 13.4.1682 com mais de 70 anos de idade, onde era militar na sua praça[25]. Deixou testamento com a obrigação de 5 missas cantadas com um alqueire de trigo e uma “corada” de vinho, e foi sepultado no mosteiro de Sines. Casou por volta de 1657 com Maria Rodrigues, nascida cerca de 1625 e falecida a 24.10.1687 em Sines onde foi sepultada na igreja matriz com a obrigação de 1 missa no dia do seu funeral, 6 por sua alma, 2 pela alma do marido, 1 pela alma dos pais e 2 pela alma do seu filho, e ainda mais 10 missas. A 29.1.1640 surge na igreja matriz de Vila Nova de Milfontes a amadrinhar Afonso Fernandes, filho de António Fernandes e de Constança Ribeiro. No seu assento de óbito é tratada por Dona viúva.

2.1. Pedro, baptizado a 28.2.1655 São Domingos da Serra, no termo de Santiago do Cacém, sendo seus padrinhos Pedro Jorge e Bárbara de Soveral (Sovereira) e já falecido à data do óbito da mãe que apenas refere um filho e sabe-se que seu irmão estava vivo à data.

2.2. António de Soveral, com quem se continua.

 

3. António de Soveral, baptizado a 12.9.1658 em Vila Nova de Milfontes, sendo seus padrinhos Pedro Cristóvão, referido no nº 4 do § 1º, e Beatriz Gonçalves. Casou 2 vezes: a 1ª a 21.2.1683 em Santiago do Cacém com Maria de Morais (a), filha de Paulo de Morais e de sua mulher Catarina Viegas, casados na mesma vila a 6.3.1637; casou 2ª vez a 27.1.1704 também em Santiago do Cacém com Maria Rodrigues (b), filha de Francisco Rodrigues e de sua mulher Maria Rodrigues.

3.1. (a) Sebastião de Soveral, com quem se continua.

3.2. (a) Helena de Morais, baptizada a 30.5.1694 em Santiago do Cacém e foi moradora com seu marido em Santiago do Cacém e Sines. Casou a 15.9.1715 em Sines com António Jorge, nascido no Cercal.

3.2.1. Maria, baptizada a 3.6.1716 em Santiago do Cacém.

3.2.2. Domingos de Soveral, baptizado a 4.4.1725 em Santiago do Cacém, foi morador com sua mulher em Cordeira, termo do Cercal. Casou a 6.5.1763 no Cercal com Maria Teresa das Candeias, nascida em Sines, filha de André Mendes, de Sines, e de Maria das Candeias, do Cercal.

3.2.2.1. Maria, baptizada a 7.10.1766 no Cercal.

3.2.2.2. Maria, baptizada a 8.5.1768 no Cercal.

3.2.2.3. Genoveva Joaquina Teresa de Sant’Ana, baptizada a 22.1.1777 no Cercal. Casou a 12.7.1795 na mesma vila com Francisco Guerreiro, nascido entre Março e Julho de 1770 em Villanueva de los Castillejos, termo de Sevilha, Espanha, e referido em A, onde segue a sua descendência.

3.2.2.4. Luzia, baptizada a 13.12.1779 em Vila Nova de Milfontes.

3.3. Martinho de Soveral (a), nasceu em 1695 e foi morador com sua mulher na herdade da Ameixeirinha no termo do Cercal. Casou a 29.9.1715 no Cercal com Luzia da Conceição da Silva Pinela, nascida cerca de 1698 (sendo testemunhas António de Campos e Manuel dos Santos, de Vila Nova de Milfontes), parece que filha de Luzia Pinela e neta de João de Soveral Barradas e de sua mulher Maria Borges Pinela, referidos em A, depois casada 2ª vez com André Afonso, e pais de Violante Afonso casada com António Miguel de Soveral, também referido em A, onde segue a descendência deste outro casamento.

3.3.1. Maria, baptizada a 14.2.1718 no Cercal, sendo seus padrinhos Francisco Martins e Felícia dos Santos.

3.3.2. Isabel, baptizada a 11.11.1720 no Cercal, sendo seus padrinhos Luís da Silva e Domingas Jorge.

3.3.3. Manuel, baptizado a 23.12.1723 na mesma aldeia, sendo seus padrinhos André Afonso, viúvo e morador na herdade da Dilhalva, e Isabel Barbuda, moradora na herdade da Ameixeeira.

3.3.4. Miguel, baptizado a 24.1.1725 no Cercal, sendo seus padrinhos Manuel Afonso, da herdade das Casas Grandes, e Maria Gonçalves, da herdade da Ameixeeira, mulher de Luís Barbuda.

3.3.5. Maria, baptizada a 26.12.1726 na mesma aldeia, sendo seus padrinhos o padre António Pires dos Santos e Isabel da Silva, da herdade dos Aivados.

3.3.6. Teresa, baptizada a 6.3.1729, sendo seus padrinhos Caetano Raposo e Maria Raposo, ambos moradores em Vila Nova de Milfontes.

3.3.4. Martinho, baptizado a 11.11.1733 na mesma aldeia, sendo seus padrinhos Marcos Jorge, da herdade das Abertas, e Juliana Raposo, do Cercal.

 

4. Sebastião de Soveral, baptizado a 3.2.1692 em Santiago do Cacém tendo por padrinho seu primo Pedro de Soveral, morador em Santo André, e surge a 6.5.1725 em Sines a apadrinhar num baptismo. Vivia casado em 1724 na herdade da Castanheira, no termo do Cercal. Casou a 18.4.1717 em Sines, sendo testemunhas no casamento o ajudante da fortaleza de Vila Nova de Milfontes Bartolomeu de Andrade, e Manuel das Neves, soldado da mesma fortaleza, com Maria Moreira de Campos, baptizada a 11.11.1689 em Vila Nova de Milfontes, filha de Manuel Coelho de Moreira e de Maria de Campos Cota.

4.1. Luzia de Campos. Casou com Sebastião Gonçalves. Foram moradores no Cercal e em Vila Nova de Milfontes.

4.1.1. Maria, baptizada a 8.12.1774 no Cercal.

4.2. José de Soveral. Casou a 4.2.1740 no Cercal com Andreza Maria.

4.3. Manuel de Soveral Leão, baptizado a 5.8.1720 em Vila Nova de Milfontes, sendo seus padrinhos António de Campos e Maria Jorge. Casou duas vezes: a 1ª a 2.12.1739 com Luísa das Candeias ou Joana Luísa das Candeias (a), baptizada a 12.1.1713 em Vila Nova de Milfontes (sendo seus padrinhos Afonso Pires e Catarina Mendes), já viúva de João Vaz Raposo, filha de Bartolomeu Jorge e de Maria das Candeias Raposo; casou 2ª vez com Eugénia Maria (b), natural do Cercal.

4.3.1. Josefa (a), baptizada a 10.1.1741 em Vila Nova de Milfontes.

4.3.2. Maria (a), baptizada a 18.4.1745 em Vila Nova de Milfontes.

4.3.3. Clara Maria (a), baptizada 12.9.1742 em Vila Nova de Milfontes, onde foi crismada a 22.12.1748. Casou com João Valério, crismado a 22.12.1748 na mesma vila, filha Manuel Fernandes Coelho e de Antónia da Graça Mendes, com descendência.

4.3.4. Rosa Maria (a). Casou com José Luís.

4.3.4.1. Ana, baptizada a 6.8.1763 em Vila Nova de Milfontes.

4.3.5. Manuel (b), baptizada a 5.2.1734 em Vila Nova de Milfontes, onde foi crismado a 26.12.1748.

4.3.6. Maria de Soveral (b). Casou com Ricardo Jorge, filho de Maximiano Jorge e de Luzia Maria das Neves, com descendência.

4.4. Maria, baptizada a 30.5.1724 no Cercal, sendo seus padrinhos Silvestre Afonso Machado e Maria Raposo, solteira, moradores na freguesia do Cercal.

4.5. António, baptizado a 14.1.1726 no Cercal.

4.6. Salvador de Campos de Soveral, com quem se continua.

4.7. Maria, segunda do mesmo nome, foi baptizada a 10.4.1734 no Cercal, sendo seus padrinhos André Afonso e sua 1ª mulher Margarida de Vilhena.

4.8. Sebastião, baptizado a 23.1.1737.

4.9. Martinho, baptizado a 21.9.1741 em Vila Nova de Milfontes.

 

 5. Salvador de Campos de Soveral, baptizado a 3.10.1731 no Cercal, tendo por padrinho João Jacques de Magalhães, morador em Vila Nova de Milfontes ou no seu termo, e morreu antes de 21.2.1773. Casou com Genoveva de Oliveira, filha de Matias de Oliveira, nascido em Sines, e de sua mulher Maria da Conceição, nascida em Santiago do Cacém. Genoveva de Oliveira depois de viúva casou 2ª vez a 21.2.1773 no Cercal com Plácido Gonçalves, baptizado a 16.4.1747 no Cercal, proprietário da herdade da Ameixeeira, de quem teve descendência.

5.1. Gertrudes, baptizada a 15.8.1761 no Cercal.

5.2. Maria de Oliveira de Campos, com quem se continua.

 

6. Maria de Oliveira de Campos, baptizada a 23.11.1769 no Cercal. Casou a 12.10.1790, na mesma aldeia, com Rodrigo Afonso, aí nascido a 14.4.1766, filho de António Miguel de Soveral, nascido na herdade de João Pais, em Vale de Santiago, e baptizado a 30.9.1736 nesta vila, e de sua mulher Violante Afonso, baptizada a 27.1.1736 no Cercal, e referido em A, onde segue a sua descendência.


[1] de acordo com João Mateus, de 76 anos de idade em 1708, e que deverá ser o mesmo referido adiante como sogro de João de Soveral Barradas, testemunha nas inquirições feitas em Santiago do Cacém para o processo de familiatura para o santo ofício do neto deste Manuel, o padre Jorge Pinela Barradas (IAN/TT – HSO, Jorge m.3 d.61).

[2] Encontro ainda em Santiago do Cacém, casados, Gregório de Soveral, nascido cerca de 1660 com Maria Pinela, pais de André de Soveral Pinela, nascido cerca de 1690, o qual casou a 29.4.1714 no mesmo lugar com Domingas Jorge, de quem nasceu Manuel de Soveral, aí baptizado a 20.11.1716; em Grândola, António de Soveral Velho casa a 28.5.1678 com Isabel Rodrigues Barradas. Este António de Soveral Velho foi juiz ordinário de Grândola.

[3] Irmã inteira de Margarida Luís de Monroy Abelho casada com Estêvão Lopes Infante, e avós paternos de Miguel Carlos de Monroy Abelho, familiar do santo ofício por carta de 7.12.1728, e de Joana Fernandes, mãe de Manuel Leitão Valadão, prior da Anunciada, em Setúbal (IAN/TT – HSO, Nuno m.1 d.22), que teve IG em Évora em 1685. O apelido Monroy que tiveram estas irmãs, talvez por sua mãe, é o mesmo que o apelido Monterroio, e os do Alentejo descendem de Simão Monterroio ou Monroy, morador em Elvas no século XVI, fidalgo da Casa do Rei Dom Manuel, que do seu casamento com D. Isabel de Brito, filha de Diogo de Brito, de Elvas, teve larga descendência, da qual poderão por ventura descender estes que mais tarde surgem em Grândola.

[4] No processo de familiatura para o santo ofício de Jorge Pinela Barradas, referido adiante, surge como testemunha em Grândola um Manuel da Costa Valadão, um dos principais desta vila, de 50 anos de idade em 1708, ou seja, nascido por volta de 1658, que poderá ser parente deste João Valadão, nascido por volta de 1600. Nesse mesmo processo, o habilitando declara ser primo co-irmão de Maria Barradas casada com Gaspar Leitão de Vasconcelos, familiar do santo ofício.

[5] TT – Chanc. da Antiga Ordem e Santiago, L.38 fl.177v.

[6] TT – Chanc. da Antiga Ordem e Santiago, L.33 fl.372v.

[7] TT – Chanc. da Antiga Ordem e Santiago, L.37 fl.332v e fl.335.

[8] TT - HSO, João m.84 d.1486.

[9] Gonçalo de Melo Guimarães – Principalidade Alentejana, título de Nobre Pacheco, depois chamados Parreira Luzeiro de Lacerda, de Santiago do Cacém. A descendência desta senhora foi seguida de acordo com o trabalho referido.

[10] ADS – RP, ALVALADE DO SADO, Pasta 03, f.105.

[11] ADS – RP, ALVALADE DO SADO, Pasta 03, f.105.

[12] ADS – RP, ALVALADE DO SADO, Pasta 03, f.105.

[13] período em que faltam assentos paroquiais desta freguesia.

[14] IAN/TT – RP, Alcoutim, S. Pedro de Vaqueiros, B-5.

[15] Livro B-15 f.53. onde consta o baptismo de "Francisco, hº de Varon Maestre y de Brigida Franco".

[16] Falecido a 4.2.1676 em Grândola e casado com Isabel Pestana, de quem foram filhos Maria e Gaspar, baptizados respectivamente a 25.3.1668 e a 6.6.1669 na mesma vila.

[17] Gonçalo de Mello Guimarães na sua Principalidade Alentejana, ao contrário do que parece defender Manuel da Costa Gaio Tavares de Almeida em Selo, Brasão, Bandeira e Pedras de Armas de Grândola, defende que estes Soveral de Santiago do Cacém seriam antes Sobral, «apelido muito difundido na região grandolense e certamente relacionado com o tipo de florestação predominante na região que reveste quase exclusivamente a serrania circundante, conhecendo-se mesmo diversas pessoas dali naturais que dele fizeram uso, aparentemente sem qualquer relação entre elas». Não me parece poder estar em acordo com Gonçalo de Mello Guimarães, particularmente no que se refere a este ramo dos Soveral, conforme se atesta pela carta de armas aqui referida que representa no 4º quartel as armas dos Soveral.

[18] Brites de Alvelos era casada com Afonso Vaz e amadrinha em Grândola ainda a 7.7.1596, 2.4.1606 e 24.8.1619. Seu marido apadrinha em 1596, 1602 e 1607 também nesta vila. Deste casamento nasceram e foram baptizados, todos em Grândola: Mateus, baptizado a 15.12.1594, tendo por padrinhos João Mateus da Costa e Guiomar Rodrigues mulher de Luís Vaz, da vila; Maria, baptizada a 16.3.1597, tendo por padrinhos Bartolomeu Cardoso e Maria Luís; Pedro, baptizada a 24.10.1598, tendo por padrinhos Marcos Dias e Maria Neto; Luís, baptizado a 10.1.1601, tendo por padrinhos Bartolomeu Cardoso e Bárbara Afonso, todos da vila; e Miguel, baptizado a 6.10.1603, tendo por madrinha Ana Jorge.

[19] Filho de Domingos Rodrigues e de sua mulher Natália do Nascimento, casados a 24.10.1734 no Cercal; neto paterno de Manuel Rodrigues e de sua mulher Domingas Jorge; e neto materno de Sebastião Rodrigues, nascido na freguesia de São Domingos, concelho de Odemira, e de sua mulher Maria Gomes, do Cercal, onde casaram a 19.11.1741 (filha de Manuel Luís e de sua mulher Maria Gomes, do Cercal)

[20] Irmão de José, baptizado a 30.5.1716 em Vila Nova de Milfontes, sendo seus padrinhos Silvestre Afonso Machado, do Cercal, e Antónia da Graça; de André, baptizado a 19.1718 na mesma vila, sendo seus padrinhos Caetano Raposo e Maria de Campos; e todos filhos de Domingos Afonso e de sua 2ª mulher Joana Gonçalves, da Cela de Cima.

[21] Já viúvo de D. Maria Custódia Alves da Cruz, falecida a 3.10.1885 em São Luís, senhora da herdade das Casas Novas, de cujo casamento houve uma filha única, Maria Alves Aguas, falecida ainda criança.

[22] Foi casado com Francisca de Matos, falecida em São Luís com testamento datado de 28.11.1889, que era já viúva de Filipe de Matos, irmã de Maria Alves, de Sebastião Joaquim, de Jacinta Maria, de Luís Alves e de Joaquim Francisco, todos referidos no seu testamento.

[23] constituída por três construções térreas formando um L, e um grande quintal.

[24] Do tronco original dos Soveral, antigos senhores do Paço e morgadio de Sernancelhe, em Lamego, e pela linha dos de Fornos de Algodres (Viseu), descendentes de João Fernandes de Soveral, escudeiro do Rei D. Afonso V e filho dos 3ºs morgados de Sernancelhe, parece ser descendente um Simão de Soveral (Luís Soveral Varella – A Família Arêde Soveral, in Raízes & Memórias, nº 13), nascido em Torrão (termo de Grândola) e casado com Isabel Domingues, aí nascida. Deles foi filho pelo menos um João Afonso de Soveral, nascido cerca de 1575 em Torrão e morador em Coina, casado com D. Margarida de Paiva, pais de Simão Afonso de Soveral, nascido em Coina, padre, familiar do santo ofício (1633), cavaleiro da ordem de Santiago (1.5.1633), e escrivão do convento de Palmela (23.3.1641), e sua irmã Maria de Soveral e Paiva. Esta, também nascida em Coina, aí casou a 8.6.1628 com Álvaro Freire de Andrade, nascido em Palmela, sargento-mor de Coina e cavaleiro da ordem de Santiago. Deles descende Simão de Soveral e Paiva, nascido a 1.10.1677 em Coina, familiar do santo ofício a [...].9.1703[24] e capitão-mor da mesma vila, casado com D. Rosa Maria Pereira, irmã do familiar do santo ofício Tomás Pereira (filhos de Francisco Pereira, feitor da sereníssima Casa de Bragança).

[25] Este forte, construído com projecto de Alexandre Massai por ordem do Rei Dom Filipe III em 1603, e que viria a ser arruinado pelo terramoto de 1755, foi posteriormente usado em conjunto com o construído em terra no século XVII por ordem do Rei Dom Pedro II para a defesa da costa à invasão dos corsários do norte de África.

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