Luís Soveral Varella
Genealogia
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SOARES DE
ALBERGARIA
Correcção ao artigo publicado no nº 15 da revista «Raízes & Memórias», Outubro de 1999, continuação dos nºs 12 e 13 - A Família Arêde Soveral. Na segunda parte deste estudo publicado nos nºs 12 e 13 de «Raízes & Memórias» publiquei uma informação errada fruto de confusão entre duas personagens do mesmo nome, tia e sobrinha, de seu nome Antónia Borges de Almeida.
Aquela, nasceu por volta de 1653 e casou com
Mateus de Bastos, sendo filha de Antónia Borges de Almeida e de seu marido
Domingos Gomes. A outra, baptizada a 29.1.1661 era filha de Manuel Soares
Homem e de sua mulher Maria Borges de Almeida, por sua vez filha dos
referidos Antónia Borges de Almeida e marido Domingos Gomes. Este "pequeno"
erro altera profundamente os factos no que toca à ascendência do capitão
Manuel de Arêde Tavares casado com D. Isabel Henriqueta Maria de
Soveral Tavares de Passos Lima, precisamente os progenitores da
Família Arêde Soveral, já que ele era assim trisneto do casal Antónia
Borges de Almeida e marido Mateus de Bastos e não era descendente do casal
Manuel Soares Homem e mulher Maria Borges de Almeida, como por erro se
referiu. 1. Manuel Homem Soares, nasceu cerca de 1552 e foi certamente morador em Macieira de Cambra. É referido pelo grande genealogista Luís da Gama Ribeiro Rangel de Quadros e Maia no seu nobiliário, que se encontra no Arquivo Distrital de Braga, no tomo IV, § 84 a fls. 275, que lhe dá no entanto por irmão um Estêvão Soares de Albergaria que era afinal seu filho. Cristóvão Alão de Moraes no seu nobiliário «Pedatura Lusitana», em título de Pinhos a págs. 348, no entanto, hesita no nome deste Manuel e chama-lhe erradamente Pedro ou João Soares, de Cambra. A sua ascendência e o seu entroncamento nos Soares de Albergaria, foram recentemente tornados públicos por Manuel Abranches de Soveral, depois de um aturado estudo feito neste ramo familiar pelo autor referido e pelo autor destas notas[1]. Manuel Homem Soares era irmão de entre outros, de João Soares Homem, fidalgo da Casa Real e senhor da quinta de Tarei, de Madalena Soares casada com António (ou Amador) de Aguiar, senhor da quinta de Fijó (cujos descendentes herdaram o morgadio de Nossa Senhora dos Remédios em Oliveira do Conde), e de Estêvão Soares de Albergaria. Este Estêvão nasceu cerca de 1560 e faleceu a 11.12.1611, sendo sepultado em campa rasa com as armas dos Soares de Albergaria e pleno, na igreja de São Sebastião do Paço do Lumiar com inscrição, transcrita por Cordeiro de Sousa[2] e que Manuel Soares de Albergaria Paes de Melo reproduz na íntegra[3], onde se refere que foi capitão e cavaleiro da ordem de Cristo. Luís da Gama identifica-o como cavaleiro da ordem de cristo filhado eCap.am das Galés. Foi efectivamente cavaleiro fidalgo da Casa Real, cavaleiro da ordem de Cristo, com carta de hábito a 24.3.1608[4], alvará para usar o hábito de ouro pendente a 26.3.1608[5] alvará de cavaleiro a 24.3.1608[6], e teve o padrão de 12$000 de tença com o hábito a 23.9.1611[7], ano em que viria a falecer. A 17.9.1604, sendo já cavaleiro, recebe tença de 10.000 réis por ter servido em Tânger durante 15 anos e meio com cavalo acobertado, até lhe ser dada mercê de uma das ordens, passando então a receber 25.000 reais de tença. A 27.1.1620 existe nos mesmos registos uma carta de quitação de ¾ da tença que teve com o hábito à sua viúva. Foi morador em Lisboa onde casou cerca de 1595/6 no Paço do Lumiar com Ana de Macedo da Maia, nascida cerca de 1575, filha de Diogo Lopes de Macedo e de sua mulher Madalena da Maia, e onde instituiu um morgadio. O assento de óbito de Estêvão não existe nos registos paroquiais da freguesia do Lumiar em Lisboa, que faltam de 1606 a 1613, e também não foi encontrado o seu casamento. A única referência a ele é a do assento de baptismo de seu filho que parece ter sido único, Diogo Soares, baptizado a 11.5.1597 em Lisboa, Lumiar, tendo por padrinhos o conde da Feira D. João Pereira e D. Inês, e que é referido por Alão de Moraes, que diz ter sido casado com uma filha de André Pereira de Miranda de quem não teve descendência mas que a teve porém ilegítima. Sua mulher Ana de Macedo da Maia teve pelo menos um irmão de nome Fulgêncio de Macedo da Maia, baptizado a 9.3.1578 no Lumiar tendo sido apadrinhado por Vasco Gomes e por D. Camila, e casou a 28.11.1613 na mesma freguesia com D. Catarina de Vasconcelos, tendo sido testemunhas o cónego Manuel de Póvoas e D. Jerónima. A Família da mulher de Estêvão Soares de Albergaria, tinha, para as senhoras, o tratamento de dona e tratava-se com escravos como se verifica do assento de baptismo de uma criança de nome Catarina a 2.5.1592, filha de uma escrava de Diogo Lopes de Macedo. Todos estes, e os restantes irmãos, eram filhos de Domingos Homem, morador em 1648 na Arrifana de Santa Maria, e de sua mulher Joana de Meireles; netos paternos de André Homem da Costa, nascido cerca de 1530 em Vouzela, e de sua mulher Catarina Vaz de Sampaio, referidos em «A Família Arêde Soveral»; e netos maternos de Lopo Soares de Albergaria, nascido cerca de 1505, moço fidalgo da Casa do Rei D. João III, fidalgo da cota de armas com carta de brasão passada a 5.6.1549 para Soares de Albergaria com um crescente por diferença, senhor do prazo da quinta de Tarei em Souto (Feira), onde viveu, e que deverá ser o mesmo que teve uma tença de 50.000 reais[8], e de sua mulher D. Leonor de Meireles. Lopo Soares de Albergaria era filho de Pedro de Santar, nascido cerca de 1480, e de sua mulher D. Branca Coelho, que parece ser filha do navegador Nicolau Coelho, que comandou uma das naus da armada de Vasco da Gama na descoberta do caminho marítimo para Índia, e que pelos seus feitos foi tirado do conto dos plebeus e feito fidalgo da cota de armas por carta de armas novas datada de 20.5.1503. Pedro de Santar era filho natural (de mãe que se desconhece) de Lopo Vaz Soares, nascido cerca de 1444, e já falecido a 19.5.1517, cavaleiro da Casa Real, almoxarife e almoxarife da alfândega do Porto, confirmado no cargo pelo Rei a 9.5.1498, pelos serviços prestados, com 8.195 reais de mantimento, cidade onde viveu nas suas casas na rua Nova, herdades de seu sogro, de quem Alão de Moraes diz ter sido senhor de Gomilhães, em Guimarães e o refere como fidalgo de linhagem, o qual era casado com Ana de Freitas que levou o cargo de almoxarife em dote[9]; e neto paterno de Pedro Soares de Albergaria, nascido cerca de 1405, fidalgo da Casa Real com 4.000 réis de moradia (1439), morador em Braga e terá falecido antes de 1472 pois não é referido no testamento de seu irmão Diogo Soares, e de sua mulher, casados cerca de 1440 Mécia Vaz, que parece era parente do conde Arraiolos. Este Pedro era filho de Fernão Gonçalves de Figueiredo, senhor de juro e herdade de Senhorim, etc., com quem Manuel Abranches de Soveral em op. cit. inicia o seu título Soares de Albergaria (filho do bispo D. Gonçalo de Figueiredo), e de sua mulher D. Catarina Dias de Albergaria, nascida cerca de 1368, donzela do paço, 12ª senhora do morgadio da Albergaria de São Mateus e 8ª senhora do morgadio da capela de Santo Eutrópio, em Lisboa, herdeira de toda a casa de seu pai, Diogo Soares de Albergaria, senhor de juro e herdade das vilas de Santar, Senhorim, Óvoa e Barreiro, alcaide-mor do castelo de Arronches, etc.[10]
Manuel Soares Homem foi cavaleiro
fidalgo da Casa Real, que a 8.1.1581 é confirmado no ofício de contador
dos contos do reino e Casa Real, que recebeu em dote ao casar com Beatriz de
Almeida, filha de António de Almeida, contador dos contos do reino, coroa e
Casa, conforme constava da mercê de 26.1.1580 que lhe tinha sido dada para
que nesse ofício sucedesse quem casasse com sua filha mais velha. Foi ainda
juiz da alfândega de Diu, por serviços prestados na Índia, como se documenta
na mercê de seu filho. Poderá ainda ser o mesmo Manuel Homem, cavaleiro
fidalgo da Casa Real, morador na sua quinta do Algés, que a 3.12.1572 fiança
Afonso Dias, tabelião de Belas, e Francisco de Atouguia, filho deste, para
servir os ofícios da vila de Pena, que todos eram de seu pai, por provimento
do dr. António de Faria Pereira Correia, de Alenquer (tabelião de Lisboa,
Jerónimo Teixeira, fl. 139). Casou duas vezes: a 1ª cerca de 1589 com
Beatriz de Almeida (a), que 8.1.1581 teve confirmação dos cargos de
contador dos contos do reino e Casa Real, que eram de seu pai, para seu
marido, filha de António de Almeida, fidalgo da Casa Real por mercê de
27.4.1543, armado cavaleiro em Baçaim (por Rui Lourenço
de Távora), contador dos contos do reino e Casa Real (mercê de 27.11.1578),
depois de ter sido morador na Torre da Mota, em Carvalhais, termo de São
Pedro do Sul; neta paterna de Jorge de Almeida, nascido cerca de 1483,
fidalgo da Casa Real e senhor da Torre da Mota; e trisneta de Pedro Dias
Brandão, senhor da Torre da Mota, (filho de Digo Brandão «o velho», do
Porto), e de sua mulher D. Isabel de Almeida, nascida cerca de 1461 (filha
de Luís de Almeida, senhor de juro e herdade de Moçâmedes, cavaleiro fidalgo
da Casa Real nas listas de 1462, ano que morreu envenenado por sua mulher,
sendo sepultado na Sé de Viseu, junto à porta principal
em túmulo com
o brasão de armas dos Almeida e letreiro, segundo Alão de Moraes)[11].
Casou 2ª vez com Isabel Castanho (b), segundo Alão de Moraes, que
depois de viúva casou 2ª vez com o dr. Fernão Ribeiro, advogado,
provavelmente de Lisboa, e deste 2º
casamento de Manuel Homem Soares
parece não ter havido descendência. 1.1. (a) Domingos Homem, escrivão proprietário da balança da alfândega de Lisboa por carta de 23.7.1592, cargo que fora de seu tio, e faleceu ante de 1605, ano em que seu irmão André é dito o filho mais velho (vivo) de Manuel Homem Soares. 1.2. (a) André Soares de Almeida. Foi cavaleiro fidalgo da Casa Real, e como filho mais velho sucedeu a seu pai nos cargos de contador dos contos do reino e Casa Real e de juiz da alfândega de Diu por mercê de 18.3.1605 e até 20.2.1619, data em que é nomeado escrivão dos contos do reino e numerador e assinador dos livros das casas da Índia, armazéns e alfândegas e direitos reais de Lisboa, cargo que exerce até 19.9.1631 quando é novamente nomeado contador dos contos do reino e Casa Real com 100.000 reais de ordenado contra os 50.000 reais que tinha. 1.3. (a) Francisco de Almeida Soares, já falecido em Agosto de 1651. Foi cavaleiro fidalgo da Casa Real e morava em 1635 no Paraíso (quinta do Paraíso em Arruda dos Vinhos, termo de Lisboa [?]), contador dos contos do reino e Casa Real e por mercê de 22.5.1624 escrivão dos contos do reino e Casa Real pelos serviços prestados por seu avô António de Almeida e seu tio Henrique de Almeida (dos Almeida, de Moçâmedes[12]), conforme fora prometido por carta de 23.12.1623 assim que vagasse o lugar. Foi ainda feitor da alfândega de Lisboa, cargo que teve com o casamento. Casou com Isabel Pegado, filha de Bernardo Franco Figueiro, que tivera o mesmo cargo por mais de 15 anos, alferes e capitão de uma companhia em Lisboa, e de sua mulher Mariana Pegado. Poderá ser ainda o mesmo que, sendo cavaleiro fidalgo da Casa Real, de fora de Portas da Cruz, surge em 1636 casado com Isabel da Gama, que poderá ser a mesma Isabel Pegado ou uma 2ª mulher. Com descendência. 1.4. (a) António de Almeida Soares, morador em Lisboa quando em 1635 surge numa petição que lhe faz seu irmão Francisco como procurador de António da Rocha Bezerra, de Pernambuco, a si e a Miguel Roiz, contador dos contos, também morador nesta cidade, no tabelião de Lisboa Jerónimo Teixeira, fls. 86 a 89. 1.5. (a) Catarina de Almeida, com quem se continua.
2. Catarina de Almeida, nasceu por volta de 1585, vivia casada em 1607 em Carvalha, Macieira de Cambra, quando amadrinha junto com seu marido em Castelões a 30.6.1607 João Pereira do Lago, e novamente a 19.10.1610. É referida por Luís da Gama Rangel de Quadros e Maia e por Alão de Moraes. Casou por volta de 1605, certamente em Macieira de Cambra, com seu primo André Borges Homem, nascido por volta de 1580, referido pelos dois genealogistas nos seus nobiliários, e com quem Luís da Gama Rangel de Quadros e Maia inicia o § 84 do seu tomo IV. Era filho primogénito de António Borges, pessoa nobre, como o diz o mesmo autor[13], e de sua mulher Maria de Pinho, ambos referidos pelos dois genealogistas, respectivamente nos § 84 e no título de Pinhos[14]. Maria de Pinho era irmã inteira de Filipa de Pinho Sampaio[15], e ambas filhas de André Homem da Costa, oriundo de Vouzela, e de sua mulher D. Catarina Vaz de Sampaio; netas paternas de Pedro Homem da Costa, dos de Vouzela (filho de Pedro Homem da Costa, dos de Vouzela[16]); netas maternas de Tristão Vaz Pinto e de sua mulher D. Filipa de Pinho, moradores em Vila da Feira (filha de Pedro Vaz, morador na Terra da Feira[17] e de sua mulher Brites (Anes) de Pinho, irmã de Lourenço Anes de Pinho, do tronco dos Pinho, padroeiros do Mosteiro de Grijó, onde tinham comedoria[18]). 2.1. António Borges Homem. Casou com Maria de Oliveira, filha de Jorge de Oliveira, de Ossela e de sua mulher Antónia Barbosa da Fonseca, referidos por António de Souza-Brandão no § 9 da obra citada, e foram moradores na Quinta de Vila Nova. Sem descendência. 2.1.1. Manuel Soares de Almeida. Casou em Roge, Vale de Cambra, com sua cunhada Isabel Barbosa Lobo, irmã de Maria de Oliveira, acima. Viveram em Vermoim na Quinta de Vila Nova, e em Ossela, e surge em Roge como testemunha pelo menos a 3.12.1693. 2.1.1.1. Pedro Soares Homem, clérigo, prior de Roge. Teve um filho de Luísa, mulher solteira. 2.2.1.1.1. Pedro, baptizado a 26.4.1655 em Roge, fº de luisa soltrª de sandianis deu por pai o p.e pº soares forão pp. Joam frs E isabel brandoa. 2.1.2. Manuel Soares Homem, casado com Mariana de Almeida, de Ovar. 2.1.3. João Barbosa Soares. 2.1.4. Domingos Soares Homem. 2.1.5. Isabel Barbosa. Casou a 31.5.1678 em Roge com António Francisco Correia, da freguesia de Cepelos, pelo pe. Pero soares homem com Lça do Rdo. Prior nesta Igrª de Roje a sua Irman isabel barboza de Villa nova fª de mel soares homem..., tendo assistido ao acto Adrião Tavares, Diogo Simão e Francisco Simão. Sem descendência. 2.1.6. Ângela Barbosa, casada com Paulo Coelho Soares. 2.1.7. Mónica Barbosa. 2.1.8. Maria Soares. 2.1.9. Francisca Soares. 2.1.10. Domingas Soares. 2.1.11. e mais seis filhos que morreram ainda crianças. 2.3. Diogo Soares, que morreu na Índia, solteiro. 2.4. João Soares, que morreu na Índia. 2.5. Maria Borges, casada em Cambra com Manuel de Almeida de Aguiar. 2.6. Antónia Borges de Almeida, com quem se continua.
3. Antónia Borges de Almeida, nasceu por volta de 1615 em Carvalha, termo de Macieira de Cambra, Nossa Senhora da Conceição e foi viver para Sandiães, em São Salvador de Roge e pode ter morrido de parto em casa dos pais onde teria ido dar à luz a sua última filha. Por outro lado é também possível que se trate da Antónia Borges que vem a morrer em Sandiães a 10.11.1653 — em 10 do novembro moreo antª borges. É referida tal como seu marido por Alão de Moraes em título de Pinhos e por Luís da Gama no § 85 do seu tomo IV, que também identifica os seus sogros. Casou com Domingos Gomes «o novo», nascido por volta de 1615 em Sandiães e aí falecido com testamento a 22.7.1677, que surge em Sandiães inúmeras vezes a apadrinhar baptismos e como testemunha de casamentos, o que deixa adivinhar tratar-se de pessoa de grande estima e bom trato. Surge nomeadamente a 26.3.1647 como padrinho de Maria filha de Pascoal Mendes, a 3.5.1655 junto com sua filha Maria a amadrinhar uma criança de nome Alexandre filho de João Tavares, de Moreira, a 6.5.1674 no casamento de João Henriques com Isabel Mendes, e a 27.9.1675 juntamente com sua filha Marta a amadrinhar uma sua neta de nome Maria, referida adiante. Este mesmo Domingos Gomes teve ainda fora do casamento pelo menos uma fª b. em Roge a 16.2.1658 de nome Maria fª de Isabel soltrª hora moradora em fuste e filha de pero dias de ..., bautizei em 16 de feverº de 58 deu por pay D.os gomes de Samdiais, tendo sido apadrinhada no acto por Gonçalo Joam e Domingas Gonçalves ambos de Fuste, sendo prior o Pde. Cristóvão Jorge. Era filho de Domingos Gomes «o velho», como lhe chama Luís da Gama, que deve ser o que morre em Janeiro de 1652 em Sandiães, e de sua mulher Isabel Tavares, que deverá ser dos Tavares do vizinho lugar de Moreira, e que poderá ser a mesma que morre a 8.6.1654 — em outo de iunho moreo isabel tavares da moreira, também Pais de uma Isabel que morre em Sandiães a 24.1.1626, mayor de dose annos. 3.1. Maria Borges de Almeida, nasceu em Sandiães antes de 1641 e surge a amadrinhar a 3.5.1655 em Roge e a 18.5.1657 em Codal juntamente com o seu Pai. Casou a 29.3.1658 na paroquial de Roge com o seu parente em 4º grau de consanguinidade Manuel Soares Homem, nascido na casa de Refóios, seu herdeiro bem como da quinta do Outeiro de Armental, capitão-mor de Cambra e juiz dos órfãos, público, judicial e notas dessa comarca, com quem António de Souza-Brandão começa o § 10º de «Soares de Vale de Cambra». O parentesco entre os nubentes existia pelos Pinhos da Arrifana de Santa Maria, sendo ela bisneta de Maria de Pinho e ele bisneto de uma sua irmã Filipa de Pinho casada com Pedro Soares, acima referidos. Tiveram larga descendência que segue no § 10 de «Soares de Vale de Cambra». 3.2. Marta Borges, que surge a amadrinhar várias vezes em Sandiães, nomeadamente junto com seu Pai a 27.9.1675 sua sobrinha Maria, e a 13.8.1694 sua sobrinha Joana junto com o reverendo padre Domingos Tavares, de Moreira, sendo então moradora em Cabril. Casou em Roge a 28.3.1675, sendo celebrante o Prior Gonçalo de Sousa Alcoforado, com Pascoal Brandão, natural de Cabril, na freguesia de Castelões, tendo por testemunhas de entre outros o seu cunhado Mateus de Bastos. Com descendência. 3.3. Catarina, fª de domingos gomes de s. dianis, baptizada em Roge a 9.3.1644 pelo Prior João Soares Coelho e forão padrinhos ... e caterina leite da frª macieira. 3.4. João fº de d.os gomes o novo, baptizado a 17.7.1645 em Roge pelo Prior João Soares Coelho, sendo padrinhos João de Almeida e Jerónima Coelho. 3.5. Bernardo Borges de Almeida, nasceu em Sandiães e foi baptizado a 20.8.1647 em Roge. Viveu em Sandiães e surge em Roge a apadrinhar, nomeadamente a 28.3.1666 juntamente com sua irmã Antónia um António filho de António Álvares e de sua mulher do lugar de Fonção e a 1.1.1676 também com sua irmã Antónia um Manuel filho de António Luís, de Sandiães e de sua mulher. Surge ainda a 9.9.1676 juntamente com seu cunhado Mateus de Bastos como testemunha de casamento de Aleixo Ferreira com Maria João, e é referido no assento de óbito de seu Pai. Casou, segundo Luís da Gama, em Vouzela com uma irmã do abade de Alva, que conforme se verifica nos assentos da freguesia de Roge se chamou Margarida de Paiva. 3.5.1. Maria, baptizada a 4.1.1677 em Sandiães pelo prior Gonçalo de Sousa Alcoforado, tendo por padrinhos Manuel Soares, de Refóios, na freguesia de Vila Chã, que se deduz ser seu tio Manuel Soares Homem, e sua tia Antónia Borges (de Almeida), referidos. 3.6. Antónia Borges de Almeida, com quem se continua.
4. Antónia Borges de Almeida, nasceu por volta de 1653 muito provávelmente em casa da família materna em Carvalha, freguesia de Macieira de Cambra, para onde sua mãe, provavelmente terá ido, já que o seu assento de baptismo não existe em Roge, e faleceu viúva e com testamento a 8.2.1729 em Sandiães, deixando seu genro Caetano Jorge da Costa com as obrigações ao bem de sua alma e seu corpo. É referida tal como seu marido por Luís da Gama no § 85 do seu tomo IV. Surge nomeadamente a 28.3.1666 e a 1.1.1676 como madrinha em baptismos junto com seu irmão Bernardo, e a 4.1.1677 a amadrinhar sua sobrinha Maria. Casou a 27.7.1674 em Roge, sendo celebrante o prior Gonçalo de Sousa Alcoforado, com Mateus de Bastos, nascido em Merlães, na freguesia de Cepelos, tendo por testemunhas Domingos Jorge, João Jorge, Manuel Ferreira e Pero de Torres e mtas mais testªs, todos da freguesia de Roge. Mateus de Bastos faleceu sem testamento a 17.10.1721, e tal como a sua mulher deixou o mesmo seu genro obriguado ao bem da sua alma seu Corpo. Também ele surge com muita frequência a apadrinhar baptismos e como testemunha de casamentos em Sandiães, nomeadamente a 12.2.1676 no casamento de Estêvão Soares com Maria Jorge, a 9.9.1676 juntamente com seu cunhado Bernardo Borges de Almeida no casamento de Aleixo Ferreira com Maria João, a 4.10.1676 junto com Margarida de Paiva, mulher de seu cunhado Bernardo Borges de Almeida a amadrinhar uma criança filha de Francisco Gonçalves e de sua mulher Domingas de Bastos, a 7.2.1677 como padrinho de Catarina filha de Pedro de Torres e de sua mulher Catarina Tavares, a 10.4.1678 no baptismo de uma criança de nome Páscoa, a 10.1.1679 no casamento de Pero Tavares com Joana Brandão, a 17.4.1679 no casamento de Gonçalo Ferreira com Maria Ferreira, da freguesia de Sandiães, e inclusive baptiza em casa um menino de nome João filho de Manuel Alvares e de sua mulher, ambos de Sandiães, sendo depois seu padrinho a 8.2.1676, juntamente com uma Mariana aquando dos exorcismos que lhe faz o prior da paróquia. Mateus de Bastos teve fora do casamento pelo menos uma filha, de nome Maria, conforme consta do assento de baptismo dela — Em os 20 de marco de 679 bt amaria fª de Antª solteira deu per pai aMateus de Bastos pp m.el Anriques, eluziasoares todos de Sandianis. 4.1. Maria, baptizada a 27.11.1675 em Roge, pelo prior Gonçalo de Sousa Alcoforado, tendo por padrinhos o avô materno e sua tia materna Marta. Faleceu ainda criança. 4.2. Maria, baptizada a 2.5.1678 em Roge, tendo por padrinhos o tio Manuel Soares Homem e sua filha Maria, moradores em Refóios. Faleceu ainda criança. 4.3. Joana, baptizada a 21.4.1682 em Roge, tendo por padrinhos Sebastião da Fonseca Lobato e sua irmã Sebastiana de Vasconcelos. Faleceu ainda criança. 4.4. Antónia Borges de Almeida, casou a 15.8.1694, no mesmo dia que a sua irmã Joana na paroquial de Roge, sendo celebrante o padre Domingos Fernandes, com António Tavares, do lugar de Moreira, sendo testemunhas Manuel Soares e Domingas, solteira, do lugar de Moreira. 4.4.1. Manuel, nasceu em Moreira e foi baptizado a 31.7.1711 em Roge pelo padre Domingos Fernandes, tendo por padrinho Manuel Barbosa e Mariana, filha de Manuel da Costa Salgado, de Refóios. 4.4.2. Jerónima, nasceu a 21.8.1716 em Moreira e foi baptizada a 30.8.1716 em Roge pelo padre Manuel Tavares de Almeida, tendo por padrinhos António Jorge da Costa, do lugar de Varziela, na freguesia de Macieira de Cambra, e Jerónima, solteira, filha de João Tavares do lugar de Paço. 4.4.3. António, nasceu em Moreira e foi baptizada a 28.9.1724 em Roge tendo por padrinho João Borges, de Sandiães. 4.5. Manuel, baptizado a 25.5.1687 tendo por padrinhos Manuel de Sousa Cardoso, do Porto e Mónica filha de Manuel Soares, de Vila Nova, Roge. 4.6. Maria Borges, terceira do nome, baptizada a 11.6.1690 em Roge tendo por madrinha sua prima Antónia filha de Maria Borges de Almeida e de seu marido Manuel Soares Homem. Casou a 3.3.1707 em Roge sendo celebrante o cura da igreja de Roge padre João Leite, com Filipe de Leão, natural de Vila Cova do Parrinho, e como testemunhas Manuel João do lugar de Videira, Salvador de Torres e Manuel Soares junto com outras pessoas. 4.7. Josefa, baptizada a 26.7.1691 tendo por padrinhos seu primo co-irmão Manuel Barbosa, de Refóios, Vila Chã, e Isabel filha de Domingos Jorge, de Moreira, e faleceu a 15.3.1707 com 16 anos de idade. 4.8. Joana Borges de Almeida, com quem se continua.
5. Joana Borges de Almeida, segunda do nome, nasceu em Sandiães e foi baptizada a 15.8.1694 na paroquial de Roge tendo por padrinhos o reverendo padre Domingos Tavares e sua tia Marta Borges. Casou a 7.7.1710 na mesma vila, sendo celebrante o padre Domingos Fernandes, com Caetano Jorge da Costa, nascido em Merlães, na freguesia de Cepelos, e testemunhas presentes Manuel Soares e Domingas, solteira, do lugar de Moreira. É referido nos assentos de óbito dos seus sogros ficando encarregue do bem das suas almas e corpos. Era filho de Domingos Jorge da Costa, capitão de ordenanças de Macieira de Cambra, e de sua mulher Maria Jorge Aires, nascida em Santa Cruz e falecida em Macieira de Cambra[19]. 5.1. Maria, nasceu em Sandiães e foi baptizada a 13.3.1712 em Roge pelo padre Domingos Fernandes tendo por padrinhos seu primo o capitão Manuel Barbosa Soares, de Refóios, familiar do santo ofício e juiz dos órfãos do concelho de Cambra (filho de Manuel Soares Homem e de sua mulher Maria Borges de Almeida, acima referidos), e Maria Soares, mulher de António Jorge, da Varziela, na freguesia de Macieira de Cambra. 5.2. Josefa, nasceu em Sandiães e foi baptizada a 3.1.1714 em Roge pelo padre Gabriel de Bastos, de Cepelos tendo por padrinhos João Borges, de Sandiães e sua tia paterna Maria, solteira, de Merlães, na freguesia de Cepelos. 5.3. Caetano, nasceu a 4.10.1716 em Sandiães e foi baptizada em Roge pelo prior Belchior Teixeira a 11 do mesmo mês tendo por padrinho e madrinha seu tio paterno Domingos, do lugar de Merlães, na freguesia de Cepelos. 5.4. Doroteia, nasceu em Novembro de 1721 em Sandiães onde morreu a 9.12.1721. 5.5. Quitéria Borges de Almeida, com quem se continua.
6. Quitéria Borges de Almeida, nasceu a 8.10.1728 em Sandiães e foi baptizada a 14 do mesmo mês na paroquial de Roge pelo cura da igreja padre João do Couto, tendo por padrinhos José Teixeira, irmão do reverendo prior da igreja de Roge e Maria, solteira, filha de Francisco Tavares, de Moreira. Casou no mesmo lugar com Caetano Tavares da Silva, nascido em Paçô, em Sever do Vouga, Cedrim, e aí baptizado a 23.1.1724, capitão de ordenanças de Cedrim, filho de Valentim Tavares da Silva, baptizado a 23.9.1691 no mesmo lugar e de sua mulher Isabel João; neto paterno de Domingos Tavares e de sua mulher Isabel João, também daí naturais. 6.1. Quitéria, baptizada a 28.3.1765 em casa, em Cedrim "por necessidade" e morreu no mesmo dia. 6.2. Manuel, baptizado a 29.12.1756 em casa, em Cedrim "por necessidade" e morreu no mesmo dia. 6.3. Angélica, baptizada a 29.12.1762 em Cedrim e aí crismada a 11.6.1783. 6.4. Joaquina Maria Angélica Borges de Almeida Aires da Silva, com quem se continua.
7. Joaquina Maria Angélica Borges de Almeida Aires da Silva, nasceu em Paçô, na freguesia de Cedrim e foi baptizada a 7.9.1767, tendo por padrinhos o padre Manuel de Bastos, de Currais, na freguesia de Junqueira, e Vicência, solteira, filha de Valentim Tavares, de Cedrim. Casou com Valentim de Arêde Tavares, nascido a 29.8.1770 na casa de Lourizela, e baptizado a 14.9 do mesmo ano, 6º morgado da Mourisca do Vouga e administrador da capela do Bom Jesus, 4º morgado de Lourizela, 8º senhor da casa de Lourizela, e 8º senhor da casa da Mourisca, filho de Manuel de Arêde Tavares e de sua mulher Maria Ferreira, referidos no nº VII do § 2º do título ARÊDE, no nº 12 de «Raízes & Memórias», com geração nos Morgados de Lourizela / Morgados da Mourisca do Vouga, na Aguieira / Arêde Soveral, que aí se segue.
[1]
Manuel Abranches de Soveral – Ascendências Visienses, vol. I, título Vaz
Soares. Deste título transcreve-se o texto referente à descendência de
Manuel Homem Soares, com excepção da descendência de Catarina de
Almeida, sua filha, integralmente desenvolvida pelo autor destas notas. Esquema Genealógico
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