Luís Soveral Varella
Genealogia

Coelho de Melo

de Odemira

 

1. Baltazar Coelho Caldeira, nasceu cerca de 1575. Foi capitão de infantaria por mais de 20 anos em Leiria. Era filho de Francisco Luís Coelho e de Catarina Dias Caldeira, moradores na ilha Terceira nos Açores, em Porto Judeu; neto paterno de Luís Afonso Coelho (irmão de Salvador Coelho, morador na ilha Terceira, fidalgo da Casa Real, cavaleiro da ordem de Santiago por carta de 22.3.1526 (IAN/TT – chancelaria da ordem de Santiago, L.25 f.15), e fidalgo da cota de armas com carta de brasão de armas para Coelhos datada de 10.7.1556 (IAN/TT – chancelaria de D. João III, L.5 f.12), e de Filipa Vaz Antona (Miguel Maria Telles Moniz Côrte-Real – op. cit.), que poderia ser descendente dos Antona da ilha Terceira, descendentes da Casa de Antona em Inglaterra; bisneto de outro João Coelho; e trisneto por varonia de Afonso Coelho, nascido cerca de 1420. Casou duas vezes: a 1ª com D. Beatriz de Melo (a), nascida cerca 1560/65 e já falecida antes de 1590, filha de João de Melo da Cunha, nascido por volta de 1530, fidalgo da Casa Real, irmão de Roque de Melo da Cunha, também fidalgo da Casa Real e casado com D. Margarida Coelho, tia de Baltazar Coelho Caldeira. Tudo indica que João de Melo da Cunha seja o mesmo João da Cunha de Melo, que foi pai de Filipa de Cunha Correia, nascida cerca de 1560 e casada com Jorge Mendes, moradores na Vidigueira, por sua vez pais de Bernardino de Melo da Cunha e de João da Cunha de Melo. Este outro João da Cunha de Melo nascido por volta de 1580 na Vidigueira, casou com Margarida Gomes e foram os pais, de entre outros, de Ana de Fontes de Melo e de Maria Jorge de Fontes Correia, ambas nascidas cerca de 1610. Ana de Fontes de Melo casou na Vidigueira com Marcos Lopes, e foram pais de António Fontes de Melo, nascido cerca de 1630, meirinho da correição da Vidigueira, familiar do santo ofício por carta de 1670 (IAN/TT – HSO, António m.14 d.502 e d. 520), e fidalgo da cota de armas com carta de brasão de Correia e de Melo, datada de 20.6.1675 (Nuno Gonçalo Pereira Borrego – Cartas de Brasão de Armas). Maria Jorge de Fontes foi casada com António Rodrigues Grande e foram trisavós de Francisco José Guedes de Fontes Correia de Melo, que foi fidalgo da cota de armas com carta de brasão para Correia e Melo, Costa, Guedes, Fontes, Carvalho, Furtado, Alfaro e Cunha, datada de 9.2.1752 (IAN/TT – cartório da nobreza, L. particular fl.28v)[1]. João da Cunha de Melo e seu irmão Roque seriam assim filhos de Tristão da Cunha [Correia de Melo] nascido por volta de 1490 na ilha Graciosa, Açores, e que (de acordo com o padre jesuíta António Cordeiro – História Insulana, e citando Gaspar Frutuoso – Saudades da Terra), estando em Lisboa com seu pai em 1507, onde se deslocaram à corte ficando hospedados em casa de seu parente o marechal do reino D. Fernando Coutinho, fugiu de casa (teria uns 17 anos de idade) e foi viver para a Vidigueira, onde, segundo Alão de Moraes, se soldou como pastor. Certo é que seu pai, Jorge Correia, não foi nunca capitão da ilha Graciosa nem como isso se documenta, documenta-se sim um Duarte Correia, que seria assim seu tio. Alão de Moraes hesita no nome Jorge ou Duarte que eram afinal duas pessoas distintas e irmãos, conforme se verifica da carta de brasão de armas de Afonso Correia, falecido antes de 1550 (data em que Gaspar Frutuoso regressa às ilhas depois de ter estudado em Salamanca, e refere ser contemporâneo dos seus filhos, presumindo-se que o pai teria já morrido), fidalgo da Casa Real e fidalgo da cota de armas com carta de brasão para Correia e Melo de 23.4.1544 (IAN/TT – chancelaria de D. João III, L.16 fl.15), que lhe dá por pai Jorge Correia, sem referência alguma à capitania da Graciosa, e por avô o mesmo Pedro Correia, capitão da Graciosa que foi pai do referido capitão Duarte Correia. É assim certo que Tristão da Cunha estaria em Lisboa não com seu pai mas sim com seu tio Duarte Correia que não deve ter tido descendência pois o lugar vagou por morte dele. João da Cunha de Melo e seu irmão Roque eram assim netos paternos de Jorge Correia (irmão de Duarte Correia, nascido por volta de 1466, 3º capitão da ilha Graciosa, e falecido em 1507, ano em que a 28.9, por sua morte, é passado ao marechal do reino D. Fernando Coutinho alvará de doação dessa capitania, posteriormente confirmada pelo Rei D. Manuel, a 3.8.1510, e por morte deste (a 4.1.1510 na Índia), a seu filho D. Álvaro Coutinho – IAN/TT, chancelaria de D. Manuel, L.8 fl.223), (e que segundo António Cordeiro fora requerida ao Rei pelo marechal por não ter sido reivindicada e porque «estava em seu parente que morrera em sua casa»), e de sua mulher Leonor de Melo; e bisnetos por varonia de Pedro Correia, nascido cerca de 1427 e falecido em 1499, cavaleiro da Casa Real e «criado do Infante D. Henrique», capitão donatário da ilha Graciosa em 1485 (para onde fora antes dessa data), que antes vivera na sua quinta da Charneca no termo de Lisboa (conforme Alão de Moraes), que em 1458 comprou à viúva de seu futuro sogro (Beatriz de Vilharguda) o senhorio da ilha de Porto Santo, e que era dos Correia senhores da honra de Farelães, e de sua mulher, com quem casou cerca de 1464 ou mesmo antes, Iseu Perestrelo, nascida cerca de 1449 (filha de Bartolomeu Perestrelo, fidalgo da Casa do Infante D. Henrique, 1º capitão donatário, povoador e colonizador da ilha de Porto Santo, e de sua mulher D. Catarina de Mendonça, nascida cerca de 1430, filha natural de Afonso Furtado de Mendonça, anadel-mor de besteiros do conto)[2]. Quanto à filiação de Leonor de Melo, mulher de Jorge Correia e assim avó de João da Cunha de Melo e de seu irmão Roque, a carta de brasão de armas de seu filho Afonso Correia (1544) refere ser filha de Gaspar Dias de Aires, a quem Alão de Moraes e Felgueiras Gayo chamam Gaspar Dias de Arce (que poderá ser o mesmo Gaspar Dias que foi almoxarife da vila da Praia em 1520 e 1522), (que Gayo diz ter sido irmão de Sancha Rodrigues de Arce, vinda das Astúrias com a Infanta D. Beatriz, mãe do Rei D. Manuel, de quem foi dama), e de D. Beatriz de Melo, que segundo Alão de Moraes, foi irmã de Roque de Melo, de Diogo de Melo, e de Jorge de Melo, que morreu degolado na ilha Graciosa por matar a sua mulher;  e neta materna, de acordo com a mesma carta de brasão de 1544, de Vasco Martins de Melo, irmão de D. Pedro Vaz de Melo, 1º conde de Atalaia (filiação que Felgueiras Gayo também perfila, adiantando que D. Beatriz de Melo era filha bastarda deste Vasco Martins de Melo). Neste ponto, Manuel Abranches de Soveral não aceita que D. Beatriz de Melo fosse sobrinha do conde de Atalaia, defendendo que este não teve nenhum irmão chamado Vasco Martins de Melo pois não é referido nas partilhas que este faz, antes de ser conde, em 1437 com seus irmãos, e alegando ainda que o LLXVI (Livro de Linhagens do século XVI), diz com segurança que Gonçalo Vaz de Melo (o pai do conde Atalaia) teve três filhos e duas filhas, referindo entre os filhos o João, «que morreo moço sem geração», e o Martim Vaz, que casou com D. Isabel e não teve geração, não referindo nenhum filho com o nome Vasco. Mas é também do século XVI, da primeira metade desse século (1544) a carta de brasão de armas de Afonso Correia que lhe dá essa genealogia. A cronologia permite a genealogia aí descrita e o facto de Vasco não ser referido nas partilhas de seu irmão Pedro não invalida o facto dele ter sido seu irmão. Bastaria para tal que Vasco tenha morrido por volta dessa data e antes das partilhas, tendo sua filha Beatriz nascido por volta de 1435, sua neta Leonor nascido por volta de 1460, permitindo que Afonso Correia, filho desta última tenha nascido por volta de 1490, o que está de acordo com o facto de ter tido a carta de brasão de armas em 1544 e ter já falecido em 1550. Também o facto de Vasco Martins de Melo não ser referido pelo compilador do LLXVI não invalida, para já, que o não o tenha sido, pois do mesmo compilador se encontram outros erros, nomeadamente a confusão entre Gonçalo Anes de Sousa e seu filho D. frei Gonçalo de Sousa, confusão essa referida precisamente por Manuel Abranches de Soveral no seu texto «Origem dos Souza ditos do Prado», disponível on-line em http://pwp.netcabo.pt/soveral/mas/souza%20do%20prado.htm, texto esse transcrito do seu trabalho «Machado de Vila Pouca de Aguiar». O LLXVI não é como tal infalível. Perante as circunstâncias actuais aceito para já, e com as devidas reservas, a genealogia referida na carta de armas de Afonso Correia, dada a sua época e procurarei documenta-la [3]. Baltazar Coelho Caldeira enviuvando, por volta de 1590, casou 2ª vez por volta dessa data com Catarina Henriques de Sousa (b), nascida cerca 1570, irmã de Diogo Henriques Sodré, governador e capitão general das ilhas de Cabo Verde (casado com Margarida Soares de Albergaria, filha de Tristão Soares Borges e de Maria Moniz), e ambos filhos de Jorge Henriques e de Mor Marques, moradores em Leiria. Os filhos deste casamento curiosamente usaram o apelido Melo da primeira mulher de seu pai.

2.1. (a) Dionísia Coelho de Melo (IAN/TT – HOC, Letra J, m.91 n.57, e assim referida por Manuel da Costa Felgueiras Gayo – Famílias de Portugal, título Origem dos Pinheiros § 120), nasceu cerca de 1585, parece que em Lisboa, Santa Justa (Manuel da Costa Felgueiras Gayo – Famílias de Portugal, título de Pinheiros, § 120, que refere ter nascido em Lisboa, Santa Justa, o que não foi possível confirmar por não existirem já parte dos registos de baptismo da época, admitindo no entanto ser pouco provável já que todos os seus irmãos são dados com nascidos em Odemira). Ainda vivia em Odemira a 15.11.1635 quando surge na igreja de Santa Maria a amadrinhar juntamente com Manuel de Carvalhal, a Lopo de Carvalhal, filho de Jerónimo de Carvalhal e de Filipa de Melo, referidos adiante. Casou com Pedro Lobo Pinheiro, natural de Barcelos e morador em Odemira depois de ter vivido em Lisboa, onde terá casado com Dionísia Coelho de Melo, filho de Vicente Rodrigues Marinho, nascido em Barcelos, cavaleiro da Casa do Infante D. Duarte com 700 réis de moradia e um alqueire de cevada por dia, que serviu duas vezes na Índia, foi ajudante do capitão-mor de Barcelos e depois sargento-mor desta vila, e em 1570 capitão-mor dela, tendo tomado parte da defesa do porto e da vila de Esposende contra os corsários que andavam na costa, e de D. Paula Lobo Pinheiro (irmã, de entre outras, de D. Mécia Gomes Pinheiro casada com João Pais de Faria, senhor da Casa de Santo António junto a Barcelos; neto materno de João Jácome de Luna (Nuno Gonçalo Pereira Borrego – Cartas de Brasão de Armas, nº 863, de 29.11.1633), (meio-irmão de João Jácome Bezerra), e de sua mulher D. Violante Lobo, filha de Francisco Lobo Pinheiro, senhor do morgadio de Pouve (irmão de Henrique Pinheiro de Lacerda e de D. Isabel Pereira de Lacerda, referida em «Correia de Lacerda, do Morgadio do Rato, em Lisboa», ensaio do autor disponível on-line em http://luissoveral.com.sapo.pt/correiadelacerda.htm) e de sua mulher D. Isabel Tinoco (Nuno Gonçalo Pereira Borrego – Cartas de Brasão de Armas, nº 863, de 29.11.1633). Felgueiras Gayo em «Famílias de Portugal», no título de Origem dos Pinheiros, o mesmo autor refere que Pedro Lobo Pinheiro «trouxe um instrumento de Genebra passado em pública forma em Barcelos por Manuel Mergulhão tab.am do público a 21 de Maio de 1621» em que foram testemunhas Baltazar Cício Cogominho de 90 anos de idade, Diogo Barbosa reitor da igreja de Barcelinhos de 68 anos, Giraldo Vaz Vilas Boas de 65 anos, António Gomes da Cruz de 75 anos, todos jurando que Francisco Lobo Pinheiro (bisavô de Pedro Lobo Pinheiro) era irmão inteiro de Henrique Pinheiro de Lacerda, alcaide-mor de Barcelos (o que se documenta na CBA de Pedro Lobo Tenazes datada de 29.11.1633, acima referida), e primos co-irmãos de Lopo de Sousa pai de Martim Afonso de Sousa, governador da Índia, e de D. Violante de Távora, mãe de D. António de Ataíde, conde de Castanheira

2.1.1. Antão Lobo de Melo, nasceu por volta de 1605. Foi religioso de Santo Agostinho Calçado, professou a 21.10.1629 (IAN/TT – HSO, Francisco, m.13 d.1739). (ver mesa da consciência e ordens).

2.1.2. Cristóvão de Melo Coelho, comendador da Ordem de Cristo, habilitado a 12.6.1658 (IAN/TT – HOC, Cristóvão m.12 n.75). (ver processo)

2.1.3. Manuel Lobo de Melo, comendador da Ordem de Santiago, habilitado na Mesa da Consciência em 1665 (as suas habilitações não constam da respectiva chancelaria -ver mesa da consciência e ordens), teve carta de hábito e alvará de cavaleiro a 21.6.1655, professou a 3.8.1656, teve alvará para usar hábito de ouro pendente a 4.8.1656 (IAN/TT – chancelaria da ordem de Santiago, L.16 fls.21v e 68v), e teve a comenda do Forno de Setúbal na rua dos Caldeireiros desta cidade a 24.5.1655, obrigado a pagar dízima ao convento de Palmela e provisão para tombar os bens da sua comenda constituída pelo dito Forno a 16.3.1682 (IAN/TT – chancelaria da ordem de Santiago, L.16 fl.17 e L.20 fl.199). Casou com D. Maria Pereira (a), de quem não teve descendência. Teve uma filha fora do casamento de Maria Pestana (b), viúva e mãe do padre Manuel de Aguiar Madeira, pároco da freguesia de Santa Catarina de Lisboa.

2.1.3.1. Maria Josefa de Melo, religiosa no convento da Rosa em Lisboa onde foi prioresa acabando o segundo triénio nesse lugar em 1712.

2.1.4. D. Mariana Lobo de Melo, que segundo Felgueiras Gayo morreu na véspera de chegar a bula de dispensa de parentesco para casar com seu primo Matias (ou Mateus) Coelho de Melo. Faleceu antes de 1642.

2.1.5. Dionísia Coelho, nasceu cerca de 1620 em Odemira, certamente em São Salvador, onde comparece a 15.1.1682 na igreja desta vila, Santa Maria, para servir de madrinha de uma filha de António Duarte e de Isabel Afonso (que mais tarde aí casa, a 5.2.1702 com o nome de Dionísia Coelho, claramente usando o nome da madrinha, tendo como testemunha Mateus Coelho de Melo, e irmã de Mariana Coelho (nascida cerca de 1690 testemunhando em 1770 onde refere ter cerca de 80 anos e ser viúva de Manuel Luís, no processo de familiatura para o santo ofício de Francisco de Brito e Castanheda – IAN/TT – HSO, Francisco, m.13 d.1739), que casa a 10.8.1705 com Manuel Luís, sendo testemunhas Lançarote Rodrigues Velho e Francisco de Brito e Castanheda). Amadrinha ainda em Vila Nova de Milfontes a 6.3.1662 um filho de Marcos Dias e de Maria Correia, onde tinha anteriormente testemunhado um casamento junto com seu marido. Casou cerca de 1641 com Ambrósio Vaz, falecido a 3.11.1663 em Odemira, S. Salvador, sendo sepultado no convento desta vila, lavrador na sua herdade do Zambujeiro. Ambrósio Vaz surge várias vezes na igreja matriz de Vila Nova de Milfontes para servir de padrinho e testemunhar casamentos, servindo de padrinho nomeadamente a 29.6.1648 de um filho de Tomé Fernandes e de Maria Rodrigues, a 10.1.1657 de uma filha de Martim Vaz e de Isabel Rodrigues, a 19.11.1658 uma filha de André da Silva e de Sebastiana Pereira, a 19.3.1660 uma filha de António Pires e de Maria Rodrigues, a 20.1.1661 novamente de uma filha de Martim Vaz e de Isabel Rodrigues, junto com sua filha Ana Maria Coelho, e a testemunhar casamentos a 23.1.1656, no casamento de André da Silva com Sebastiana Pereira, a 15.6.1657, no casamento de António Afonso com Catarina Ribeiro, e a 7.9.1659, junto com sua mulher, no casamento de Manuel Rodrigues com Maria Gonçalves)[4].[5]

2.1.5.1. Mariana Coelho, baptizada a 22.3.1642 em Odemira, São Salvador, tendo por padrinhos António de Seixas e Susana Fonseca, da freguesia de Santa Maria  (2ª mulher do fidalgo da cota de armas João Coelho de Melo, tio da baptizada).

2.1.5.2. Ana Maria Coelho, baptizada a 24.4.1644 em Vila Nova de Milfontes, onde não consta o registo, depois transcrito a 13.8.1657 no livro Odemira, São Salvador, sendo padrinho Francisco Coelho de Melo (o fidalgo da cota de armas e tio-avô da baptizada), e surge na igreja matriz de Vila Nova de Milfontes 20.1.1661 a servir de madrinha de uma filha de Martim Vaz e de Isabel Rodrigues junto com seu pai. Casou a 13.1.1664 em Odemira, sendo testemunhas do casamento Mateus Coelho de Melo e Manuel de Carvalhal, com André Gonçalves, nascido cerca de 1635/40 em Odemira e morador em Vila Nova de Milfontes ou seu termo, que pode tratar-se do mesmo que a 27.12.1667 apadrinha na igreja matriz da vila uma filha de Domingos Gonçalves e de Maria Malveiro, e a 16.12.1673 uma filha de Manuel Rodrigues e de Maria Fernandes.

2.1.5.3. Juliana de Melo Coelho, baptizada a 13.1.1650 em Vila Nova de Milfontes, sendo padrinho Mateus Coelho de Melo, primo de sua mãe, vindo o seu posterior registo de baptismo em Odemira, São Salvador erradamente com data anterior ao seu nascimento, datando de 7.1.1650, e faleceu viúva a 12.3.1719 em Odemira, São Salvador, sendo moradora na herdade do Zambujeiro, situada em frente a Vila Nova de Milfontes, do outro lado do rio Mira.

2.1.5.4. Bárbara Coelho, baptizada a 12.12.1651 em Vila Nova de Milfontes, onde não consta o seu registo que foi lavrado apenas a 4.12.1652 no livro Odemira, São Salvador, tendo como padrinhos António Afonso e o padre Manuel Viegas, e já tinha falecido em 1715. Bárbara Coelho surge na igreja matriz de Vila Nova de Milfontes a amadrinhar a 31.12.1676 uma filha de Marcos Dias e de Maria da Silva. Casou com Luís do Monte Malveiro, nascido cerca de 1650 na herdade da Argamassa, na freguesia de São Luís, Odemira (ADE – habilitações de génere, Sebastião de Campos, 1745), e já tinha falecido à data do casamento de sua filha Joana Maria. Foi lavrador e morador na herdade do Zambujeiro, adjacente à herdade de Vila Formosa[6]. Surge na igreja paroquial de Vila Nova de Milfontes a apadrinhar a 10.12.1684 um filho do sargento da fortaleza Manuel Rodrigues, a 15.12.1697, a 9.11.1702, a 5.1.1704, a 6.4.1707, e a 27.2.1710, e a testemunhar casamentos a 13.4.1704, a 21.4.1709, a 22.5.1712, a 31.7.1712, e a 20.1.1715. Era filho de Vicente Amado, nascido cerca de 1625, lavrador na sua herdade da Argamassa (ADE – habilitações de génere, Sebastião de Campos, 1745). Luís do Monte Malveiro casou 2ª vez com Francisca Cota, com descendência.[7]

2.1.5.4.1. Manuel do Monte Malveiro, nasceu cerca de 1675, foi morador em Vila Formosa, termo de Vila Nova de Milfontes, na freguesia de Salvador de Odemira, e faleceu entre 1744 e 1748. Casou três vezes: a 1ª antes de 1710 com Maria Silveira (a), já viúva; a 2ª a 19.2.1718 em Vila Nova de Milfontes com Maria de Campos (b), baptizada a 9.8.1700, filha de António Afonso Pacheco de Campos e de sua 1ª mulher Apolónia Gomes, tendo por testemunhas Manuel Raposo Pessanha[8] e Martinho de Campos (certamente Martinho Cristóvão de Campos); e casou 3ª vez a 28.2.1734 na mesma vila (sendo testemunhas Francisco Vaz Guerreiro, sargento-mor de Odemira, e Manuel de Melo, filho de Francisco de Brito, da mesma vila de Odemira), com Leonor Moreira de Campos (c), baptizada a 27.6.1712 (tendo por padrinhos o padre Manuel Fialho Caeiro e Doroteia de Campos), filha de Francisco Ferreira Carrilho e de Maria Moreira de Campos, a qual casou novamente a 24.11.1748 na mesma vila com Miguel Machado, natural de Sines, filho de Afonso Vicente Machado e de Francisca Rodrigues. Com descendência.

2.1.5.4.2. Maria de Vilhena de Melo. Casou a 7.2.1709 em Odemira, Salvador, com António Massaia, filho de Manuel Massaia, que faleceu a 28.12.1703 na mesma freguesia, e de Maria de Jesus, moradores em Odemira.

2.1.5.4.3. Francisco Malveiro, baptizado a 26.1.1690 em Vila Nova de Milfontes.

2.1.5.4.4. André Afonso Malveiro, baptizado a 30.11.1692 em Vila Nova de Milfontes. Casou com Luzia da Conceição da Silva Pinela, nascida entre 1695 e 1696 no Cercal.

2.1.5.4.5. António, faleceu a 28.1.1709 em Odemira.

2.1.5.4.6. Ana Maria de Melo, baptizada a 10.10.1700 em Vila Nova de Milfontes. Casou com António de Campos Pacheco, nascido cerca 1690, lavrador na herdade de São Pedro, na freguesia de Salvador de Odemira.

2.2. (b) Miguel Coelho de Melo, nasceu cerca de 1590 em Odemira, onde foi morador e faleceu a 7.12.1647 em São Salvador. Foi fidalgo de cota d'armas (23.12.1620, Coelho – Miguel Maria Telles Moniz Côrte-Real – Fidalgos de Cota de Armas do Algarve). Casou com Isabel de Almada.

2.2.1. D. Francisca Coelho de Melo e Almeida, baptizada a 29.3.1624 em Odemira, Santa Maria. Casou, sendo dispensados de parentesco) com Salvador Lopes Baião, lavrador e proprietário da herdade da Pedreira em Beja, Santa Vitória, filho de Luís de Castanheda de Brito e de D. Luísa Lopes, nascida em Beja, Santa Vitória. Salvador Lopes Baião foi também casado com Maria Lopes Vermelha, de Beja, de quem teve D. Luísa Vermelha que foi casada com Luís Castanheda de Brito, filho de António Colaço e de D. Maria de Brito e Castanheda[9].

2.2.1.1. Caetano de Brito e Castanheda, nasceu em Beja. Casou com D. Brites Jacinta de Oliveira e Melo, nascida em Odemira, filha de Mateus Colho de Melo e de Isabel de Oliveira, e referida adiante, onde se segue a sua descendência.

2.3. (b) João Coelho de Melo, nasceu cerca de 1590 em Odemira, onde foi morador, e faleceu sem testamento em 1642 em Odemira, Santa Maria. Fidalgo de cota de armas (6.8.1625, Coelho – Nuno Gonçalo Pereira Borrego – Cartas de Brasão de Armas, nº 510). Casou duas vezes: a 1ª por volta de 1616 com Verónica Pinto (a), falecida a 20.9.1627 em Odemira, Santa Maria; casou 2ª vez a 1.9.1630 na mesma vila e freguesia com Susana Fonseca (b).

2.3.1. (a) Baltazar, baptizado a 23.1.1617 em Odemira, Santa Maria.

2.3.2. (a) Anastácia Coelho de Melo, nasceu cerca de 1618/20 em Odemira, Santa Maria. Casou a 27.9.1638 em Odemira, de quem foi a 2ª mulher, com Jerónimo de Carvalhal [Fogaça] (já viúvo de um 1º casamento de quem teve a João de Carvalhal, e que parece ter sido casado também com Francisca Costa, falecida em 1636 em Odemira, São Salvador), baptizado a 15.8.1600 em Odemira, tendo por padrinhos Francisco Fogaça e Helena de Azevedo mulher de Manuel de Oliveira, e faleceu em 1676 sendo sepultado no convento de Odemira. Foi fidalgo de cota de armas (9.9.1651) e capitão-mor desta vila, «gente munto noblissima da prinsipal desta villa», «das principais famílias», posteriormente morador em Alvor, filho de João de Oliveira Fogaça, nascido cerca de 1560 em Odemira, onde faleceu a 17.1.1632, cavaleiro fidalgo da Casa Real e juiz ordinário em Odemira em 1622[10]), e de Maria Tinoco, falecida a 13.1.1605 em Odemira (Miguel Maria Telles Moniz Côrte-Real – op. cit.); neto paterno de Lopo de Carvalhal, falecido em 1604, e de Maria Gomes, falecida a 27.11.1598 em Odemira, onde eram moradores (filha de Francisco Fogaça e de Margarida de Oliveira, falecida a 27.1.1574 em Odemira); e bisneto por varonia Estêvão de Carvalhal, natural da mesma vila e camareiro do conde de Faro [e de Odemira] e escrivão dos órfãos de Odemira que tinha tido também carta de brasão de armas, a 28.4.1533 para Carvalhal e por diferença uma flor-de-lis de ouro (Nuno Gonçalo Pereira Borrego – Cartas de Brasão de Armas, nº 308, e Miguel Maria Telles Moniz Côrte-Real – op. cit.)[11], e de Leonor Fernandes (?) ou Maria Barbuda (?). Jerónimo de Carvalhal Fogaça era já viúvo de Filipa de Melo, talvez desta mesma família, de quem teve a Lopo de Carvalhal, baptizado a 15.11.1635 em Odemira, São Salvador, tendo por padrinhos Manuel de Carvalhal e Dionísia Coelho de Melo, referida acima, que foi morador em Lisboa e o qual foi fidalgo da cota de armas por carta de 12.9.1651 (Miguel Maria Telles Moniz Côrte-Real – Fidalgos de Cota de Armas do Algarve).

2.3.2.1. João, baptizado a 15.10.1639 em Odemira, Salvador.

2.3.2.2. Manuel de Carvalhal de Oliveira, capitão-mor de Odemira onde faleceu em 1678 com testamento datado de 5.11 desse ano. Casou com Romana Nunes que amadrinha em 1677 em Odemira.

2.3.2.3. Lucas Pinto de Carvalhal. Casou a 3.5.1686 em Odemira, Santa Maria, com Jerónima de Alvelos.

2.3.2.4. Maria, baptizada a 15.3.1642 em Odemira, Salvador.

2.3.2.5. Francisco de Melo.

2.3.2.6. D. Angélica do Sacramento, religiosa no convento de Santa Clara.

2.3.2.7. D. Peregrina dos Serafina, religiosa no convento de Santa Clara.

2.3.2.8. D. Juliana de Melo Coelho, nasceu em 1656 em Odemira, onde faleceu em 1678 em Santa Maria. Casou a 25.2.1675 em Odemira com Manuel Fogaça de Vasconcelos, capitão-mor de Odemira, sendo testemunhas Manuel de Carvalhal e Manuel Jaques de Paiva, casado com Eufrásia de Carvalhal e Oliveira, irmã da noiva.

2.3.2.9. Eufrásia Carvalhal de Oliveira, nasceu cerca de 1640 em Odemira, Santa Maria. Amadrinha em 1680 nesta vila, junto com Vicente Velho, de Aljezur, sua neta Isabel, filha de André Rodrigues Mexilhão e de Mónica da Palma, referida adiante. Casou cerca de 1660 em Alvor com Manuel Jaques de Paiva, nascido cerca de 1630 em Alvor, capitão, e alferes à data do seu casamento, que foi padrinho em 1672 e em 1676 em Odiáxere, sendo morador nessas datas em Lagos, filho de João Mendes da Silva, do Alvor, e de Maria de Paiva e Sousa, de Lagos, e referido em «Jaques, de Lagos e Alvor», texto do autor disponível em http://luissoveral.com.sapo.pt/Jaques.htm, onde segue a sua descendência.

2.3.2.10. Verónica, baptizada a 27.7.1648 em Odemira, Salvador.

2.3.3. (a) Francisco, baptizado a 9.8.1621 em Odemira, Santa Maria.

2.3.4. (a) Manuel de Melo Coelho, (ou Miguel), nasceu cerca de 1622. Foi capitão-mor de Odemira. Casou a 18.5.1650 em Odemira, Santa Maria, com D. Ana Maria Raposo, filha de Manuel Figueira Raposo e de Brázia Coelho Fragoso (prima co-irmã de Isabel Coelho Fragoso, mãe de Vicente Figueira Leitão, deputado da Mesa da Consciência, na inquisição de Évora, e ainda prima co-irmã do pai ou da mãe de António Borges Coelho, nascido e morador em Beja, familiar do santo ofício (IAN/TT – HSO, António, m.54 d.1156) (que era já casado em 1705 com D. Ana de Brito e Castanheda, irmã de Salvador Lopes que casou com D. Francisca Coelho de Melo e Almeida, de quem descende D. Josefa Rosa de Brito e Melo); neta paterno de Vasco Figueira e de sua segunda mulher Maria de Oliveira, de onde veio o sangue de cristão-novo a esta Família (Vasco Figueira era já viúvo de uma mulher muito distinta da geração do capitão-mor de Torrão, António Baião Parreira).

2.3.4.1. D. Maria Madalena de Melo, moradora na vila de Ferreira do Alentejo. Casou com Francisco de Brito e Castanheda, nascido em Odemira, filho de Caetano de Brito e Castanheda e de D. Brites Jacinta de Oliveira, e referido adiante, onde segue a sua descendência.

2.3.4.2. Vasco Figueira Raposo Coelho, morador em Ferreira do Alentejo, fidalgo da cota de armas para Coelho (IAN/TT – chancelaria de D. Pedro II, L.3 fl.592). Casou com Maria Rodrigues Montês.

2.3.4.2.1. Margarida Madalena de Melo, nasceu em Ferreira do Alentejo. Casou a 27.7.1712 em Odemira, São Salvador, com Vicente Rodrigues Afilhado, baptizado a 31.7.1697 em Odemira, Sabóia, capitão, filho de Vicente Rodrigues Afilhado, capitão, morador em Rosal, termo de Sabóia, e de sua 1ª mulher Mariana da Encarnação (Vicente depois de viúvo casou 2ª vez em 1705 em Monchique com Isabel Luís, filha de André Luís e de Bárbara Rodrigues).

2.3.4.2.1.1. Bernarda Jerónima de Melo. Casou a 13.2.1735 em Odemira, São Salvador, com Isidoro Ferreira da Rocha (ou da Silva), natural de Lisboa, filho de André Ferreira da Rocha e de Leonor de Siná.

2.3.4.2.1.1.1. Vicente, baptizado a 14.4.1749 em Odemira.

2.3.4.2.1.1.2. André Ferreira da Rocha. Casou a 2.1.1757 em Odemira, São Salvador, sendo dispensado do parentesco que tinha em 3º grau de consanguinidade, com Jacinta Antónia Peres, filha de António de Sousa Prado, capitão de ordenanças, oriundo do Algarve, e cuja família veio de Espanha «por desgraça», e de Isabel Felícia da Palma, natural de Lagoa; neta materna de Manuel Rodrigues Pimenta e de Sebastiana da Palma de Oliveira, nascida a 18.1.1683 em Alvor, onde foi baptizada a 24, e casados a 15.11.1706 em Lagoa  (já viúva de António Álvares de Oliveira que com ela casou sendo já viúvo e a deixou viúva no ano seguinte[12].

2.3.4.2.1.1.2.1. Bernarda, baptizada a 25.10.1757 em Odemira.

2.3.4.2.1.1.2.2. Ângelo José de Sousa Prado, baptizado a 17.8.1759 em Odemira. Foi notário do santo ofício (IAN/TT – HSO, Ângelo, m.1 d.1). Casou a 24.2.1794 em Odemira com Isabel Bernarda de Matos. Com descendência nos Sousa Prado de Odemira.

2.3.4.2.1.1.2.3. Ana, baptizada a 4.2.1762 em Odemira.

2.3.4.2.1.1.2.4. D. Maria Veneranda de Sousa Prado, nasceu em Odemira. Casou com João António da Cunha, nascido em Ecija, termo de Sevilha, Espanha, professor régio de Grego (já viúvo de D. Joana Francisca Raposo da Silveira, de Lisboa, e de D. Filipa Jacinta Landeira e Sampaio, de Pêra, com quem tinha casado a 4.10.1786), filho de Manuel da Cunha, licenciado, e de Maria Garcia.

2.3.4.2.1.1.2.4.1. D. Maria Marta da Cunha, nascida em Silves, Algoz. Casou a 6.9.1809 em Lagoa com António Joaquim Júdice, nascido em Lagoa, Estombar, a 7.9.1784, capitão de milícias e grande proprietário. Com descendência.[13]

2.3.4.3. D. Feliciana de Melo Coelho, nasceu em Ferreira. Casou em 1700 em Odemira, Salvador, com Lançarote Rodrigues Velho, nascido em Odemira, irmão de João Velho Fogaça, capitão-mor de Odemira, referido adiante.

2.3.4.3.1. D. Margarida Antónia de Melo Coelho, nasceu em Odemira. Casou com Domingos Afonso Eira de Campos, nascido em Cama Longa, São Vicente de Campos, termo de Braga, filho de Domingos Afonso Eira, do mesmo lugar, e de Senhorinha Afonso, de Sanguinhedo, São Simão de Cadelouço, termo de Braga.

2.3.4.3.1.1. Francisco José de Melo Coelho, nasceu em Évora. Foi padre, habilitado a 11.8.1758 em Évora.

2.3.4.4. D. Bernarda de Melo ou de Albuquerque, conforme o assento de casamento de sua filha. Casou com Baltazar Raposo da Costa.

2.3.4.4.1. D. Clara Luísa de Melo. Casou a 6.5.1717 em Odemira, Santa Maria, com Francisco Vaz Guerreiro, que foi sargento-mor e cavaleiro da ordem de Cristo, filho de Gaspar Raposo Guerreiro[14] e de Violante Matela, de Ourique. Sem descendência.

2.3.5. (b) Maria, baptizada a 22.7.1631 em Odemira, Santa Maria.

2.3.6. (b) Ana, baptizada a 31.10.1632 em Odemira, Santa Maria.

2.3.7. (b) Josefa, baptizada a 14.7.1642 em Odemira, Santa Maria.

2.4. (b) Francisco Coelho de Melo, nasceu cerca de 1595 em Odemira, onde foi morador. Fidalgo de cota de armas por carta de 6.8.1625 para Coelho (Miguel Maria Telles Moniz Côrte-Real – Fidalgos de Cota de Armas do Algarve).

2.5. (b) Diogo Coelho Sodré de Melo, nasceu cerca de 1600 em Odemira, onde foi morador. Fidalgo de cota de armas por carta de 6.8.1625 para Coelho (Miguel Maria Telles Moniz Côrte-Real – Fidalgos de Cota de Armas do Algarve). Casou com Margarida Pedrosa, falecida a 21.4.1629 em Odemira, Santa Maria.

2.5.1. Mateus Coelho de Melo, baptizado a 28.9.1623 em Odemira, Santa Maria, «de quem poderá haver alguma fama ou sussurro». Casou duas vezes: a 1ª com Isabel de Oliveira(a), prima co-irmã de Leonor de Oliveira Fogaça[15] (casada a 7.7.1630 em Odemira com Lançarote Rodrigues Duarte, falecido a 6.3.1678 nesta vila, juiz dos órfãos de Odemira e juiz dos direitos reais e verdes montados da dita vila, por carta de 1657 (IAN/TT – chancelaria de D. Afonso VI, L.19 fl.3), capitão-mor desta vila, ouvidor d’el-Rei, que surge como procurador do duque de Palmela numa escritura de arrendamento da herdade das Almargens a 22.8.1662, e que em 1624, sendo ainda solteiro, recebe carta de perdão do Rei D. Filipe III (IAN/TT – chancelaria de D. Filipe III L.16 fl.190) relativo a uma fiança de 100 cruzados decorrente de ferimentos causados a Lucas de Pontes, castelhano de nação, sendo mencionado também um "alevantamento" relacionado com Miguel Coelho provavelmente desta família Coelho de Melo de Odemira, ilustrando assim um dos episódios do ódio de dois séculos que existia entre as duas famílias). Casou 2ª vez a 1.2.1682 em Odemira, Santa Maria, com Catarina Dias (b). Teve ainda uma filha de Bárbara Luís (c), solteira.

2.5.1.1. (a) D. Brites Jacinta de Oliveira e Melo. Casou com seu parente Caetano de Brito e Castanheda, filho de Salvador Lopes e de D. Francisca Coelho de Melo e Almeida, e referido acima.

2.5.1.1.1 Francisco de Brito e Castanheda. Casou a 3.11.1701 em Odemira, Santa Maria, sendo dispensado de parentesco por Sua Santidade, e tendo por testemunhas Baltazar Raposo e Álvaro de Oliveira, com sua parente D. Maria Madalena de Melo, baptizada a 25.1.1672 em Ferreira, sendo padrinhos o prior de Vilas-Boas, o licenciado João Nogueira Rocha, e Margarida Figueira, filha de Manuel de Melo Coelho e de D. Ana Maria Raposo, e referida acima.

2.5.1.1.1.1. Manuel de Melo Coelho de Brito e Castanheda, capitão-mor de Odemira. Casou em 1735 com Inês Vaz Guerreiro, nascida em Santa Luzia, termo de Garvão, já viúva de Manuel Raposo Pessanha (oriundo de Santiago do Cacém onde serviu os seus cargos públicos, tendo depois passado a viver em Colos e finalmente em Odemira, onde morreu a 31.3.1773, deixando a Casa muito comprometida pela sua má administração – Gonçalo de Mello Guimarães «Principalidade Alentejana», título de Raposo Salema Pessanha, capitães-mores de Santiago do Cacém), e moradora em Odemira. Inês Vaz Guerreiro era irmã do padre Ildefonso Mestre Guerreiro, ou Ildefonso Figueira Mestre, de Garvão, vigário da vara do Campo de Ourique, e do capitão Romão da Fonseca Bernardo, morador em Santa Luzia, todos filhos do capitão Jerónimo da Fonseca e Oliveira, procurador às cortes de 1698 por esta vila (Gonçalo de Mello Guimarães – Principalidade Alentejana, título de Raposo Salema Pessanha, capitães-mores de Santiago do Cacém). Após este casamento, os irmãos e Inês Vaz Guerreiro, deixaram de lhe falar e nunca mais a viram, de acordo com a testemunha do padre Leandro de Novais e Vasconcelos (irmão de Álvaro de Oliveira Fogaça e do capitão Inácio Varela de Loiola, todos já referidos), por seu marido ser infamado de cristão-novo por parte da mãe, Maria Madalena, e por parte dos Coelhos, e que este mesmo casamento fora impedido enquanto vivo o seu tio o capitão-mor Jácome Medeiros Aguiã. Do mesmo modo os irmãos de Inês Vaz, por causa deste casamento, pedem ao desembargo do paço para que lhes seja entregue a custódia de sua filha Bernarda Salema.

2.5.1.1.1.2. Caetano de Brito e Castanheda, baptizado a 30.1.1713 em Odemira, Salvador, tendo por padrinhos Baltazar Raposo da Costa e D. Feliciana de Melo, mulher de Lançarote Rodrigues Velho. Foi sargento-mor. Casou, com dispensa de Sua Santidade de parentesco, a 25.6.1755 em Odemira, Santa Maria, sendo testemunhas o reverendo prior encomendado de Salvador, o doutor Luís Gomes Geneões e o reverendo padre Leandro de Novais e Vasconcelos, desta vila, com D. Leonor de Oliveira Fogaça, nascida em Odemira, irmã inteira de Jácome José de Oliveira, capitão-mor desta vila e familiar do santo ofício da inquisição de Évora, ambos filhos de Inácio Varela de Loiola, capitão-mor de Santa Maria[16], e de D. Joana Fogaça de Oliveira, nascida em 1703 em Odemira, Santa Maria, irmã de Leonor Fogaça de Oliveira e ambas meias-irmãs de Lançarote Rodrigues Oliveira (todos filhos de Álvaro de Oliveira Fogaça, escrivão da câmara, proprietário e juiz dos verdes e montados desta vila (IAN/TT – chancelaria de D. Pedro II, L.60 fl.88)[17], nela nascido a 33.6.1653 em Santa Maria, e aí falecido em Novembro de 1726, as duas irmãs ambas filhas sua mulher Maria Oliveira, com quem casou a 6.8.1699 em Odemira, São Salvador, e ele filho natural havido em Maria do Nascimento, escrava de Margarida Reis). Tiveram dois filhos.

2.5.1.1.1.3. António Coelho de Brito e Castanheda.

2.5.1.1.1.4. Francisco, baptizado a 3.10.1756 em Odemira, Salvador, tendo por padrinhos o capitão António Coelho de Brito e Nossa Senhora da Soledade.

2.5.1.2. (c) – N - Joana Coelho, nasceu em Odemira, Santa Maria. Casou duas vezes: a 1ª 19.1.1681 na mesma freguesia com Luís Fernandes Fragoso (a), aí nascido, filho de António Fragoso «o lavrador», e de Maria Fernandes «a nobre de Foloros (?)». Casou 2ª vez com outro Luís Fernandes (b).

2.5.1.2.1. (a) Feliciana Maria de Melo, nasceu em Odemira. Casou com Manuel Álvares Machado, nascido na freguesia de Parada de Cunhão, no termo de Vila Real, irmão de António Álvares Machado, familiar do santo ofício, ambos filhos de Manuel Álvares e de Isabel Gonçalves.

2.5.1.2.1.1. Francisco Xavier Álvares Machado, nasceu em Lisboa, São Julião e foi morador na mesma cidade, Loures. Foi familiar do santo ofício com juramento a 14.12.1767 (IAN/TT – HSO, Francisco, m102 d.1645).

2.5.1.2.2. Alexandre de Santa Águeda, professou a 24.3.1734 em Setúbal e foi religioso de São Francisco da província do Algarve.

2.5.1.2.3. Jacinto de São Roque, frei que professou a 2.12.1738 também na ordem de São Francisco da província do Algarve.

2.5.1.2.2. (a) André Coelho de Melo, nasceu em Odemira, Santa Maria, onde foi baptizado a 1.11.1684. Casou duas vezes: com Catarina Mariana (a), baptizada a 7.2.1677 em Lisboa, Santa Maria de Loures, filha de Silvestre Simões e de Maria Pereira ou Lopes, ambos naturais de Lisboa, Loures, onde casaram, ele baptizado a 6.1.1654 e ela a 23.10.1651; neta paterna de Simão Fernandes e de Domingas Esteves; e neta materna de Jacinto Pereira e de Filipa Lopes. Casou também com D. Maria Josefa, filha de João Nunes Leitão, licenciado, e de Deolinda (?) Josefa, da geração dos Riontino (?) e Aragão, da Cortiçada.

2.5.1.2.2.1. Mateus José de Melo, nasceu em Lisboa, São Nicolau, onde foi baptizado a 13.5.1712. Foi padre, habilitado a 9.5.1762 no arcebispado de Lisboa, e presbítero do hábito de São Pedro.

2.5.1.2.2.2. João Nunes de Melo, frei, religioso do Carmo calçado observante.

2.5.1.2.3. (b) Maria Fernandes.

2.5.1.2.3.1. Maria Antónia de Melo, moradora em Benavente.

2.5.1.2.3.1.1. Mateus José de Melo, capitão.

2.5.1.2.3.1.2. Manuel de Melo.

2.5.1.2.3.1.3. Francisco de Melo.

2.5.1.2.3.1.4. Maria Inácia de Melo.

2.6. (b) Manuel Coelho de Melo, nasceu cerca de 1600. Foi fidalgo de cota d'armas por carta de […].10.1644 para Coelho (Nuno Gonçalo Pereira Borrego – Cartas de Brasão de Armas, nº 732), capitão morador na ilha de Santiago, em Cabo Verde.

2.7. (b) Maria Coelho de Melo, nasceu cerca de 1600. Casou com Luís da Silva da Costa.

2.6.1 Cristóvão de Melo Coelho da Silva, nasceu cerca de 1625. Foi cavaleiro da ordem de Cristo, habilitado a 12.6.1658 e dispensado das inquirições a 18 do mesmo mês e ano.


 


[1] Deste casal é 6º neto José Maria Simões dos Santos.

[2] Vide Manuel Abranches de Soveral e Manuel Lamas de Mendonça «Os Furtado de Mendonça Portugueses, ensaio sobre a sua verdadeira origem»). Para a família e ascendência de Pedro Correia e de sua mulher D. Catarina de Mendonça, vide Manuel Abranches de Soveral – «Ensaio sobre a Origem dos Correa, Senhores de Fralães», disponível on-line em http://pwp.netcabo.pt/0437301501/mas/Correia.htm, e em http://geneweb.inria.fr/roglo?lang=pt; (procurar por Pedro Correa).

[3] Para a genealogia do 1º conde de Atalaia vide http://geneweb.inria.fr/roglo?lang=pt; (procurar por Pedro Vaz de Mello).

[4] Nas habilitações de génere de Sebastião de Campos (bisneto de Ambrósio Vaz e filho de António Pacheco de Campos e de Ana Maria de Melo, referidos no 2.1.7.1.5.), algumas testemunhas referem que Ambrósio Vaz tinha estado degradado na ilha Terceira onde tinha casado com uma filha do governador da ilha (ADE – habilitações de génere, Sebastião de Campos, 1745). Não encontrei qualquer documentação que o pudesse provar e apenas uma carta de perdão a um Ambrósio Vaz morador em Moura, datada de 4.6.1638 (IAN/TT – chancelaria de D. Filipe III, L.12 fl.235) a propósito de uma revenda de trigo e de centeio que tinha comprado, e claramente não referente ao Ambrósio em questão. Também sobre a sua mulher, Dionísia Coelho, referem algumas testemunhas que seria negra e teria vindo de Angola, referindo outras que seu pai, o governador da ilha Terceira, tivera duas filhas bastardas que eram, elas sim, mestiças, o que originara a confusão. Todas estas informações, prestadas pelas testemunhas cerca de 100 anos depois da morte de Ambrósio Vaz e de Dionísia Coelho, e como tal por testemunhas que os nunca conheceram, são muito confusas e não correspondem à realidade senão na questão das ligações de Dionísia Coelho à ilha Terceira, porquanto o seu trisavô materno era descendente dos Coelho desta ilha, onde ainda viveu, mas da qual nunca foi governador. São as chamadas testemunhas imemoriais. Mas estes rumores sobre a falta de limpeza de sangue por parte deste ramo tinham surgido já aquando das inquirições feitas a 14.12.1720 em Odemira para a habilitação para a ordem de Cristo de um primo do habilitando Sebastião de Campos, o bacharel João Mendes (ou de Melo) da Silva Jaques, filho de Manuel Jaques de Paiva e de Eufrásia de Carvalhal e Oliveira, referido em «Jaques, de Lagos e Alvor», texto do autor disponível em http://luissoveral.com.sapo.pt/Jaques.htm. Este facto, a par da admissão na mesma ordem dos irmãos deste último, Jerónimo de Carvalhal e Sousa e Cipriano Oliveira Coelho de Melo, e ainda na mesma ordem de um sobrinho de Dionísia, Cristóvão de Melo Coelho da Silva (filho de Luís da Silva da Costa e de Maria Coelho de Melo), e por fim na ordem de Santiago de um tio da mesma Dionísia, Manuel Lobo de Melo, destroem por completo as suspeitas levantadas quanto à sua falta de limpeza de sangue.

[5] Vide «Famílias de Vila Nova de Milfontes», trabalho do autor, em preparação.

[6] No triénio 1783-85, constavam das pautas como vereadores de Odemira, Benedito Gonçalves Malveiro, Manuel do Monte Malveiro e António Afilhado, os três irmãos e moradores na herdade do Zambujeiro (António Martins Quaresma – A Barca de Odemira). Eram talvez descendentes deste Luís do Monte Malveiro, morador na referida herdade. A conjugação dos apelidos Malveiro e Afilhado nestes irmãos poderá estar relacionada com o casamento de António Afilhado e Maria Malveiro, de quem nasceu por volta de 1690 Inês Malveiro que casou a 14.6.1711 em Odemira, Santa Maria, com Lançarote Rodrigues de Oliveira, filho natural do capitão Álvaro de Oliveira Fogaça, escrivão da câmara de Odemira e proprietário (nascido a 23.6.1653 em Odemira, Santa Maria e falecido em Novembro de 1726 no mesmo lugar), e de Maria do Nascimento (escrava de Margarida Reis), todos de Odemira, referidos acima

[7] Vide «Famílias de Vila Nova de Milfontes», trabalho do autor, em preparação.

[8] Manuel Raposo Pessanha era oriundo de Santiago do Cacém onde serviu os seus cargos públicos, tendo depois passado a viver em Colos e finalmente em Odemira, onde morreu a 31.3.1773, deixando a Casa muito comprometida pela sua má administração. Era filho de outro Manuel Raposo Pessanha, que viveu muitos anos em Castro Verde onde serviu o ofício de almoxarife do duque de Aveiro e de juiz dos direitos Reais, em que sucedeu a seu tio Pedro Ascenso, e serviu ainda o duque D. Álvaro, sua viúva D. Ana Maria Manrique de Lara, D. Juliana e ainda e durante alguns anos o duque D. Raimundo, até 1651, tendo sido o primeiro chamado à administração do morgadio instituído por seu primo João Ascenso Pessanha, e de Joana Raposo, falecida a 17.11.1678 em Santiago do Cacém, sendo sepultada na igreja matriz em cova própria. Manuel Raposo Pessanha foi casado duas vezes: a 1ª com Bárbara Raposo, de Odemira, de quem não teve filhos; e a 2ª em Garvão com Inês Vaz Guerreiro, filha do capitão Jerónimo da Fonseca e Oliveira, procurador às cortes de 1698 por esta vila (filho de Domingos Afonso da Fonseca, procurador às cortes de 1674, e de sua mulher D. Clara […]). – Gonçalo de Mello Guimarães – Principalidade Alentejana, título de Raposo Salema Pessanha, capitães-mores de Santiago do Caem.

[9] De Luís de Castanheda de Brito e de D. Luísa Vermelha nasceu D. Ana de Brito e Castanheda casada com António Borges Coelho, familiar do santo ofício por carta de 1711 (IAN/TT – HSO, António, m.54 d.1156), filho de Álvaro de Faria de Melo e de D. Luísa Moniz de Andrade; neto paterno de Manuel Faria de Melo e de D. Isabel de Brito Bocarra, todos naturais e moradores em Beja, com excepção de Álvaro de Faria de Melo que era natural de Almada; e neto materno de António Borges Coelho, de Mértola, e de Catarina Moniz de Andrade, de Almada.

[10] Irmão de, todos baptizados em Odemira, Santa Maria: Estêvão de Carvalhal, Margarida a 30.11.1565, Isabel a 6.6.1568, Jerónimo a 19.2.1572, Joana a 18.11.1574, e Custódio a 22.7.1576. Estêvão de Carvalhal casou a 22.11.1598 em Odemira, Santa Maria, com Beatriz Rafael, filha de André Ferreira de Barbuda e de Violante Rebelo, todos desta vila. Destes nasceu André Ferreira, familiar do santo ofício por carta de 8.11.1652 (IAN/TT – HSO, André, m.2 d.38), casado a 8.11.1652 na mesma vila com Casado com Beatriz de Lemos da Silveira, filha de Rodrigo de Castro da Silveira, nascido em Odemira, e de Catarina Pinto de Lemos, nascida em Santa Maria da Feira; neta paterna de Álvaro de Castro da Silveira e de Beatriz Duarte, ambos naturais e moradores em Odemira; e neta materna de Lucas Pinto e de Catarina Gramaxo, ambos naturais de Santa Maria da Feira.

[11] Era filho de António de Carvalhal, nascido em Estremoz e morador em Odemira, fidalgo da cota de armas por carta de 1541 (Carvalhal); neto paterno de Fernão Lopes [de Oliveira], que seria irmão de Simão de Oliveira (pai de Francisco de Oliveira Carvalhal, fidalgo da cota de armas por carta de 23.12.1541, avô paterno de Simão de Oliveira de Carvalhal, fidalgo da cota de armas por carta de […].3.1644 e juiz dos órfãos de Estremoz); bisneto por varonia de Lopo Gonçalves de Carvalhal [de Oliveira]; e trisneto por varonia de Fernão Lourenço de Oliveira Vasconcelos, governador de Estremoz e alcaide-mor desta vila, e de sua mulher Leonor de Sande, de acordo com Barata, vol. I, e Machado, ambos citados por Miguel Maria Telles Moniz Côrte-Real – Fidalgos de Cota de Armas do Algarve.

[12]  Filha de João Fernandes Álvares, de Pêra, e de Maria da Palma de Oliveira, de Alvor, que poderá também ser descendente do casal Álvaro de Oliveira Jaques e de Brites da Palma Velho, referidos em «Jaques, de Lagos e Alvor», texto do autor disponível em http://luissoveral.com.sapo.pt/Jaques.htm.

[13] Deste casal descende o António Bivar.

[14] Encontro um Gaspar Raposo Guerreiro que a 7.6.1672 recebe carta de escrivão dos verdes e montados da vila de Campo de Ourique, filho de Francisco Vaz Guerreiro (IAN/TT – RGM, D. Pedro II, livro 3, fl. 331), ofício com o qual recebe apostila para haver com o dito ofício 6$000 réis cada ano um preço e um ferreiro (?) (IAN/TT – RGM, D. Pedro II, livro 3, fl. 331) e de que recebe alvará de licença para poder renunciar (IAN/TT – RGM, D. Pedro II, livro 8, fl. 271, sem data). Encontramos ainda um outro Gaspar Guerreiro que a 30.3.1702 recebe alvará para poder renunciar o ofício de alcaide da vila de Setúbal (IAN/TT – RGM, D. Pedro II, livro 8, fl. 271). Vide «A Família Guerreiro e Guerreiro de Aboim», trabalho do autor em preparação.

[15] Leonor de Oliveira Fogaça era filha de André Fernandes de Barbudo e de Inês Neves de Novais; e neta paterna de Gonçalo Barbudo e de Maria Gomes. Lançarote Rodrigues Duarte era filho de João Rodrigues Duarte (filho de João Rodrigues e de Leonor Esteves, ambos já falecidos em 1599), e de Guiomar Luís, ambos de Odemira (casados a 9.5.1599 nesta vila, em Santa Maria), a qual era irmã de do prior desta vila, Afonso Mendes [de Vasconcelos], moço de câmara do Rei Dom Sebastião, aí falecido a 19.4.1609 (ADB – Odemira, Santa Maria, PODM05/01,02 e 03 – cx001/lv001misto) e familiar do santo ofício, de Manuel Mendes, testamenteiro de seu irmão Afonso, e de Duarte Nunes, nascido cerca de 1565 e casado cerca de 1604 com Maria Nunes de Arêde e Vasconcelos, filha de Pedro Martins de Arêde e de Beatriz Mendes de Vasconcelos. Todos estes irmãos eram filhos de Luís Anes e de Beatriz Henriques, nascidos em Odemira (CBAs de seus filhos, e Manso de Lima – título de Aredes e de Lucenas), por volta de 1540 e 1545 respectivamente, onde ela faleceu a 31.10.1605 (ADB – Odemira, Santa Maria, PODM05/01,02 e 03 – cx001/lv001misto), e onde viviam casados, na vila, freguesia de Santa Maria, a 13.12.1565 (ADB – Odemira, Santa Maria, PODM05/01,02 e 03 – cx001/lv001misto), e a 21.1.1567 (ADB – Odemira, Santa Maria, PODM05/01,02 e 03 – cx001/lv001misto), quando uma sua escrava de nome Isabel baptiza uma filha de nome Margarida e outra de nome Violante respectivamente. Vide «O Sangue dos Arêde, o ramo Português dos Heredia Aragoneses», trabalho em preparação pelo autor. Do casamento de Lançarote Rodrigues Duarte com Leonor de Oliveira Fogaça, nasceu pelo menos Antónia Raposo de Oliveira, e Álvaro de Oliveira Fogaça. Antónia Raposo de Oliveira nasceu em Odemira e casou a 18.5.1650 na mesma vila, em Santa Maria, com Manuel Velho Marreiros, nascido em Aljezur ou Portimão, sendo moradores em Aljezur (IAN/TT – HSO, José Bernardo de Aboim Fogaça, trisneto de Lançarote Rodrigues Duarte). Álvaro de Oliveira Fogaça foi juiz dos direitos reais dos verdes e montados de Odemira (IAN/TT – chancelaria de D. Pedro II, L.60 fl.88. Leonor de Oliveira Fogaça era bisavó do reverendo padre Leandro de Novais e Vasconcelos, referido adiante.

[16] Irmão de Leandro Novais de Vasconcelos, baptizado a 4.9.1702 em Odemira, São Salvador, padre e comissário do santo ofício (IAN/TT – HSO, Leandro m2 d20), capelão da Nossa Senhora da Guia e prior encomendado da paróquia de Santa Maria de Odemira, e administrador de uma capela; de Álvaro de Oliveira Fogaça, nascido em 1695 em Odemira, São Salvador, e casado com Maria Bernarda de Aboim, filha de Leão Correia Mestre e de Maria Ribeiro da Costa (de quem nasceu em Odemira José Bernardo Aboim, familiar do santo ofício por carta de 13.3.1756 (IAN/TT – HSO, José m83 d1228)); de Francisco, nascido em 1700 em Odemira, São Salvador; do padre Francisco Fogaça Vasconcelos, falecido em 1721; de Antónia Raposo de Oliveira, solteira em 1749; e de Marcelina Oliveira, solteira em 1722; e todos filhos de João Velho Fogaça, capitão-mor de Odemira, irmão de Lançarote Rodrigues Velho, acima referido, e de, com quem casou a 29.10.1687 em Odeceixe, Senhora da Piedade, Guiomar Varela de Oliveira.

[17] Este Álvaro vai referido acima, como filho de Lançarote Rodrigues Duarte e de Leonor de Oliveira Fogaça.

 

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