O genealogista espanhol
professor doutor Rafael de Fantoni Y Benedí no seu artigo
«Los Fernández de Heredia y sus decendientes: Condes de
Fuentes, Grandes de España», refere que a origem da
linhagem dos Heredia, ou Fernández de Heredia, se perde nas
origens da Idade Média, e que cronistas e genealogistas
renascentistas, a fazem descender do lendário e famoso Fernán
González, o primeiro conde independente de Castela que
floresceu no ano de 970.
A Casa de Heredia era a sétima das oito grandes
Casas da alta nobreza de Aragão reconhecidas pelo Imperador
Carlos V nas cortes que se realizaram em Monzón em 1528,
referida no Fuero o Actos de Cortes, e ligando-se com
várias outras Família, foi sucessivamente representada
pelos Heredia (condes de Fuentes, duques de Hijar e condes
de Aranda), pelos Moncayo (marqueses de Coscoleja de Fantova)
e actualmente pelos Pignatelli de Aragón (príncipes do
Sacro Império Romano) com Don José Piganatelli Burgos,
nascido em 1961, 28º conde de Fuentes e Príncipe do Sacro
Império Romano.
No entanto, cautelosamente, o autor inicia o seu artigo
apenas no séc. XIII, valendo-se certamente do trabalho de
Jerónimo de Zorita Y Castro, datado de 1562, em que este
escreve sobre o grande mestre da ordem de S. João de Rodes,
desenvolvendo particularmente a linha dos condes de Fuentes
e Senhores de Mora, Grandes de Espanha, naturalmente pelo
protagonismo desta mesma linha.
Pude no entanto documentar outras linhas muito próximas da
dos condes de Fuentes de Ebro e senhores de Botorrita e de
Mora de Rubielos.
o castelo de Mora de
Rubielos, dos Heredia, construção do séc. XIV
A
dos senhores de Gaibiel e Santa Croche, em Zaragoza, origem
dessa casa condal, e a dos senhores do Paço e Casa de
Heredia, em Álava, primos dos condes de Fuentes. Como tal
também estas linhas são por mim estudadas, tais como
outras que ainda que desentroncadas estão devidamente
documentadas.
É com base nessa documentação e nos artigo de Rafael de
Fantoni y Benedí e de Francisco Javier Beltrán de Heredia
Miyares, que se elabora a resenha que procura ilustrar a Família
de origem de Afonso de Arede (Alfonso de Heredia) com quem
se inicia a linhagem dos Heredia / Arede portugueses.
Os
Arede descendem do ramo castelhano da Família aragonesa
Heredia que passou a Portugal no último quartel do séc. XV
com Alfonso de Heredia, durante o reinado do Rei Dom Afonso
V por seguir o partido da princesa D. Joana «a Excelente
Senhora» contra os reis católicos. Alfonso de Heredia
passou a Portugal em 1479 após a rendição do alcaide-mor
de Castronuño, seu primo Pedro de Mendanha, tendo fixado
residência em Barcelos depois de 1480, data em que estava
no Algarve com este seu primo. Para além dele, todos os
seus descendentes documentados surgem com o apelido Arede.
Os únicos Heredia que a partir do séc. XVI surgem
referenciados e documentados são os do ramo descendente de
D. António de Heredia, oriundo de Ávila em Espanha, que
passou a Portugal em finais do séc. XVI e em 1604 à ilha
da Madeira, de quem descendem os viscondes da Ribeira Brava
e por eles S.A.R. a senhora Dona Isabel de Herédia, duquesa
de Bragança, e os da Beira, que sendo Arede tardiamente e já
no séc. XVII, talvez por uma questão de prosápia,
voltaram à forma original do apelido ou usaram-no
alternadamente com a variante portuguesa, como é o caso do
ramo da Beira, de Besteiros, Tondela. Mas curiosamente, também
no ramo mais recente que passou a Portugal no séc. XVI com
D. António de Heredia a variante Arede foi registada, pelo
menos pelos escrivães, como se verifica nos livros de
privilégios da Torre do Tombo relativamente a um seu filho
D. António ora chamado de Heredia ora chamado de Arede.
Pelo estudo que feito conclui-se que do ramo originário,
descendente de Afonso de Arede ou de Heredia, não vingou a
versão original, com excepção do ramo de Pinhel, que a
ela voltou mais tarde, tendo este apelido sido convertido de
imediato em Arede nos ramos varonis e perdido nas primeiras
gerações por linhas de descendência feminina, para o ramo
de Barcelos, e mantido ou recuperado posteriormente mesmo
nas linhas femininas, para o ramo de Besteiros, na variante
Arede.
HERÁLDICA
Armas dos Arede, certamente as mesmas dos Heredia de Córdoba
(séc. XIII)
Esta
página é dedicada ao estudo da genealogia da Família Arede.
Pretende-se com ela
recolher o máximo possível de dados de forma a tornar
realidade a publicação de um estudo sobre esta Família que
tenho vindo a fazer ao longo de anos.
origens
da Família
Descendendo
documentalmente da Família Heredia aragonesa, originária da
vila do mesmo nome e solar desta Família, na província de Álava,
no actual País Basco junto à cidade de Vitoria, (ver
caixa à esquerda), passou a Portugal em 1479 com Alfonso
de Heredia, descendente do ramo radicado desde 1300 em
Castela, e que deu origem nomeadamente aos ramos de Córdoba,
de Pastrana e de Oviedo.
Alfonso
de Heredia, documentado como cavaleiro, homem nobre de boa
linhagem como se documenta seu filho usou, tal como seus
descendentes o apelido Arede dando origem a esta Família que
se radicou em Barcelos, tendo aí deixado de usar este apelido
por casamentos sucessivos de ramos femininos, e
particularmente na Beira, Tondela e Besteiros, ramo este que
mais tarde se expande particularmente pelo concelho de Águeda.
(ver caixa
à esquerda).
para
colaborar neste trabalho
Estudados
os dados mais remotos desta Família na documentação
original disponível e de que tive conhecimento e acesso,
resta agora actualizar tantos ramos da sua descendência
quanto possível, nomeadamente os ramos descendentes por
varonia e os que ainda hoje usam este apelido, com vista a
um trabalho o mais completo sobre a Família. Mas esse
trabalho só me será possível com a ajuda de todos os que
dispões de alguma informação sobre a Família ou ramos
descendentes dela, nomeadamente de pessoas ainda vivas.
Conto
consigo para levar adiante este trabalho.
para
contribuir com os seus dados ou informações, suas ou de alguém
que conheça com o apelido Arede, preencha por favor o formulário
seguinte e envie-o clicando no botão abaixo com a indicação
"enviar". Desde já agradeço a sua colaboração
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